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SÃO PAULO – Com os principais mercados internacionais em alta, o indicador de risco-País encerrou a sessão desta segunda-feira (25) em queda de seis pontos-base, atingindo 176 pontos. Esta foi a quarta baixa consecutiva auferida pelo indicador.
Em meio à agenda de indicadores norte-americanos, que trouxe como destaque o número de vendas de casas usadas acima da expectativa dos analistas durante o mês de setembro, os investidores também repercutiram o noticiário econômico nacional.
Por aqui, desmentindo rumores que circulavam no mercado sobre uma nova medida de controle de capital para barrar a queda do dólar, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o Brasil não cogita reintroduzir a cobrança de Imposto de Renda sobre aplicações estrangeiras no País.
Segundo Mantega, essa cobrança de IR poderia ter efeito contrário, já que só poderia valer a partir do ano seguinte à sua aprovação. Com isso, poderia fazer com que investidores se adiantassem ao início da cobrança, intensificando a entrada de dólares. “Por causa da anualidade, a lei não faria efeito agora. Na verdade, se a lei for aprovada agora, poderá ter efeito contrário, já que poderia provocar corrida de investidores para o Brasil”, disse o ministro.
Além disso, o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, disse nesta data que o governo pretende fazer pelo menos mais duas captações externas em reais até o final deste ano. Isso seria feito, segundo o secretário, para garantir que os títulos externos em reais passem a ser uma alternativa para os investidores que atualmente aplicam na dívida interna do País. “A próxima emissão poderá ser num prazo menor do que a primeira, poderá ser de 10 anos”, afirmou Augustin.
Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em alta de 0,22% na noite desta segunda-feira, cotado a 139,75 centavos de dólar.
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Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 176 pontos-base.
O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global.
Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.
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Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.