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SÃO PAULO – O indicador de risco-País encerrou a sessão desta terça-feira (18) cotado a 164 pontos-base, com queda de 6 pontos em relação ao fechamento anterior, refletindo o ânimo dos investidores frente ao noticiário econômico favorável do pregão.
Nesta sessão, o indicador Treasury International Capital mostrou que a demanda estrangeira por titulos e ativos norte-americanos em novembro foi de US$ 85,1 bilhões, bem acima dos US$ 28,9 bilhões vistos no mês anterior. Cabe lembrar que no período em questão foi anunciado o pacote de ajuda no valor de € 85 bilhões para a Irlanda, montante inferior às expectativas do mercado, influenciando em uma maior procura pelos ativos e títulos norte-americanos.
Ainda na agenda dos EUA, o indicador da atividade industrial na região de Nova York avançou em janeiro ao registrar 11,92 pontos positivos, segundo dados divulgados pelo Federal Reserve Bank de Nova York. O NY Empire State Index apontou alta sobre o valor apurado anteriormente (9,89 pontos, conforme os dados já revisados). Contudo, o desempenho no mês em questão foi inferior às expectativas de mercado, que estavam em 12,0 pontos.
Na Europa, o destaque ficou por conta da reunião dos ministros europeus, realizada em Bruxelas, com discussões em torno da ampliação das reservas do EFSF (Fundo Europeu de Estabilização Financeira), atualmente em € 750 milhões. A ideia é elevar a fatia destinada aos países da região com problemas fiscais.
Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou a sessão de terça-feira cotado a 136 centavos de dólar, com queda de 0,04%.
Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 164 pontos-base.
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O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global.
Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.
Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.