Publicidade
SÃO PAULO – Em um dia positivo nos principais mercados internacionais, o indicador de risco-País encerrou a sessão desta quarta-feira (20) em queda de três pontos-base, atingindo 186 pontos. O principal destaque da sessão foi a notícia de que o Tesouro Nacional captou R$ 1 bilhão na reabertura do bônus soberano Global BRL anunciada nesta data.
Segundo a autoridade, a operação contou com um cupom de juros de 10,25% ao ano, ao preço de 112,226% do valor de face e com taxa de retorno de 8,85% ao ano para o investidor. De acordo com o Tesouro, as notas têm vencimento em 10 de janeiro de 2028 e foram oferecidas na Europa e nos Estados Unidos. A autoridade informou ainda que a liquidação financeira da emissão está agendada para o dia 27 deste mês. Até seu vencimento, em 2028, os cupons de bonificação aos investidores serão pagos em 10 de janeiro e em 10 de julho de cada ano.
Cabe destacar que o resultado final da operação será conhecido apenas na quinta-feira (21), visto que os bancos coordenadores da operação, Deutsche Bank e Barclays, ainda irão ofertar mais R$ 100 milhões em títulos do Global BRL no mercado asiático, seguindo as condições adotadas nos mercados norte-americano e europeu.
Também por aqui, os investidores operaram na expectativa pelo desfecho da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central), que só foi anunciado na noite desta quarta. Sem surpresas, a autoridade monetária nacional manteve a taxa básica de juro do País em seu atual patamar, de 10,75% ao ano.
Agenda dos EUA
Outro indicador de peso nos mercados nesta quarta-feira foi o Beige Book, nos Estados Unidos. O documento revelou que a economia norte-americana segue se recuperando a passos lentos. “Atividade econômica norte-americana continuou a melhorar, porém, em ritmo moderado, durante o período de setembro até o começo de outubro”, afirmou o Beige Book.
De acordo com a autoridade monetária norte-americana, os gastos dos consumidores foram “moderadamente positivos”, enquanto que os setores imobiliário e de construção permaneceram “fracos”. O noticiário corporativo dos EUA na sessão, com resultados acima do esperado, também influenciou o clima otimista nas bolsas externas.
Continua depois da publicidade
Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em baixa de 0,07% na noite desta quarta-feira, cotado a 139,75 centavos de dólar.
Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 186 pontos-base.
O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global.
Continua depois da publicidade
Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.
Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.