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SÃO PAULO – O mercado internacional se mostrou mais animado nesta terça-feira, o que impactou positivamente nos principais títulos da dívida externa brasileira. Um maior otimismo foi evidenciado na busca de antecipar a votação da Reforma da Previdência no plenário da Câmara pelo governo.
Treasuries limitam maior alta do C-Bond
Após fortes baixas nas cotações nas últimas sessões, os títulos da dívida externa brasileira voltaram a subir nesta terça-feira, se ajustando às ultimas perdas.
Porém, os títulos do Tesouro dos EUA tiveram aumento em seus rendimentos nesta terça-feira, e se tornavam mais atraentes em relação a diversos títulos da dívida de países emergentes. Tal fato fez com que muitos desses papéis oscilassem próximo à estabilidade após as altas desta manhã.
Otimismo com reformas por parte do governo
O presidente Lula mostrou otimismo sobre a aprovação da Reforma da Previdência até quarta-feira, e acredita em uma votação mais rápida da Reforma Tributária, também em tramitação na Câmara.
Há também uma expectativa no mercado de aprovação da reforma da Previdência em primeiro turno, na Câmara dos Deputados. Nesta sessão, o governo buscou antecipar a votação da Reforma da Previdência.
Rumores de que Morgan Stanley elevou recomendação
Os investidores também analisaram os rumores de que o banco de investimento Morgan Stanley, refletindo a confiança internacional na aprovação das reformas pelo governo Lula, elevou a posição aplicada em papéis da dívida de países emergentes, em particular do Brasil.
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Em compasso com o mercado, o banco está confiante com a economia brasileira e otimista quanto às perspectivas de aprovação das reformas da Previdência e Tributária.
C-Bond sobe e reverte tendência de queda
O principal título da dívida externa brasileira, o C-Bond, fechou
em alta de 1,94%
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na tarde desta terça-feira, cotado a
85,25
centavos de dólar.
Por sua vez, outros títulos da dívida reestruturada brasileira, como o Par Bond e o Discount Bond não acompanharam a tendência de C-Bond.
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O Par Bond
subiu 1,02%,
cotado a
74,50
centavos de dólar,
enquanto o Discount Bond fechou sem variação.
Já dentre os principais bônus globais, o destaque ficou com o Global 40, que mostrou alta de 3,86%.
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Risco país caiu
Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil
calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 838 pontos base, uma queda de 56 pontos base em relação ao último fechamento
Confira abaixo as cotações dos principais ativos da dívida externa brasileira:
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Ativo | Último | Fech. Anterior | Var % | ![]() |
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C-Bond | 85,25 | 83,63 | +1,94 |
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Par Bond | 74,50 | 73,75 | +1,02 |
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Discount Bond | 73,00 | 73,00 | 0,00 |
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Global 06 | 105,75 | 106,50 | -0,70 |
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Global 07 | 103,00 | 100,25 | +2,74 |
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Global 08 | 94,00 | 94,88 | -0,93 |
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Global 09 | 108,25 | 106,88 | +1,28 |
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Global 20 | 91,75 | 90,00 | +1,94 |
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Global 27 | 79,38 | 77,38 | +2,58 |
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Global 40 | 84,00 | 80,88 | +3,86 |
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