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SÃO PAULO – Nem a sinalização de que a inflação estaria desacelerando foi capaz de impulsionar os títulos da dívida externa brasileira nesta terça-feira.
A Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou nesta sessão o IGP-10 (Índice Geral de Preços-10), referente ao mês de janeiro. O índice apurou uma inflação de 0,42%, abaixo, portanto, da variação positiva de 0,77%, registrada pelo indicador em dezembro.
No entanto, a expectativa em relação à reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) trouxe apreensão, reduzindo o apetite dos investidores pelos papéis brasileiros.
A reunião tem início nesta data e o anúncio da nova taxa Selic será feito na quarta-feira. De acordo com o relatório Focus do Banco Central, o mercado espera que a taxa seja elevada de 17,75% para 18,25% ao ano.
Cenário Externo
O âmbito externo também pressionou a demanda pelos títulos brasileiros ao longo desta terça-feira. Nos EUA, motivado pela expectativa de intensificação do aperto monetário, o rendimento dos Treasuries subiu, diminuindo o interesse pelos papéis brasileiros.
A renegociação da dívida da Argentina também foi um fator negativo. Nesta terça-feira, o embaixador argentino em Roma, Victorio Taccetti, afirmou que as relações bilaterais entre os dois países serão mantidas, mas admitiu que “agora estamos em um momento de crise”.
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A não aceitação pela Europa e EUA da oferta feita pelo governo argentino de renegociação da dívida tem tido impactos negativos sobre os títulos de países emergentes, especialmente sobre os sul-americanos.
Global 40 fecha em baixa
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em baixa de 0,82% na noite desta terça-feira, cotado a 113,31 centavos de dólar. Entre outros bônus globais, o destaque ficou com o Global 27, que mostra baixa de 0,63%.
Já dentre os títulos da dívida reestruturada brasileira, o C-Bond apresentou baixa de 0,19%, cotado a 101,06 centavos de dólar e o Par Bond registrou desvalorização, cotado a 92,00 centavos de dólar.
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Risco país subiu
Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 437 pontos base, um aumento de 4 pontos base em relação ao último fechamento.
Confira abaixo as cotações dos principais ativos da dívida externa brasileira:
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Ativo | Último | Fech. Anterior | Var % | ![]() |
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C-Bond | 101,06 | 101,25 | -0,19 |
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Par Bond | 92,00 | 92,38 | -0,41 |
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Discount Bond | 91,00 | 91,00 | 0,00 |
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Global 06 | 106,25 | 106,38 | -0,12 |
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Global 07 | 114,00 | 114,19 | -0,17 |
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Global 08 | 108,75 | 109,06 | -0,28 |
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Global 09 | 129,50 | 129,81 | -0,24 |
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Global 20 | 129,00 | 129,75 | -0,58 |
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Global 27 | 109,19 | 109,88 | -0,63 |
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Global 40 | 113,31 | 114,25 | -0,82 |
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