Com mercado ainda nervoso, dólar intensifica alta e beira os R$ 2,20

Resultados corporativos ruins elevam aversão ao risco nos EUA e penalizam cotação; por aqui, BC oferecerá mais swaps

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SÃO PAULO – Respondendo ao clima mais pessimista no mercado financeiro, o dólar comercial intensifica a alta registrada na abertura e se aproxima dos R$ 2,20. Resultados corporativos contribuem para o desconforto e dividem atenção com mais uma intervenção do Banco Central.

A American Express reportou lucro líquido 24% inferior ao de 2007, atingindo a cifra de US$ 815 milhões no terceiro trimestre. O desempenho ruim também foi visto na DuPont, que trouxe ganhos de US$ 367 milhões, bem abaixo dos US$ 526 milhões registrados no mesmo período do ano passado.

Na Europa, destaque para a aprovação do novo pacote de ajuda financeira da França e, no Canadá, para o corte na taxa básica de juro, o que impede um nervosismo ainda maior.

Esfera doméstica

Por aqui, a cotação poderá ser influenciada pelo Banco Central, que realizará mais um leilão de swap cambial. A CNI (Confederação Nacional da Indústria) chamou atenção ao mostrar há pouco que, na passagem de julho a outubro, empresários industriais ficaram menos confiantes.

Confira as cotações

O dólar comercial está sendo cotado a R$ 2,1940 na compra e R$ 2,1960 na venda, forte alta de 2,91% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 2,1500 na venda, representando um deságio de 2,01% em relação ao dólar comercial.