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SÃO PAULO – Depois de atingir seu nível mais alto em 1982, o número de estabelecimentos comerciais no Japão vem caindo de maneira consistente desde então. Para compensar essa queda os comerciantes estão sendo forçados a aumentar a sua jornada de trabalho de forma a atender às necessidades dos consumidores.
Segundo um relatório preliminar do Ministério da Economia, Comércio e Indústria (METI), divulgado nessa quinta-feira, em junho de 2004, o total de varejistas atingiu o menor patamar em 46 anos, com um total de 1,245 milhão de estabelecimentos.
A queda foi maior entre os estabelecimentos especializados na venda de câmeras fotográficas e produtos relacionados, cujo número de unidades baixou 31% no período entre 2002 e junho de 2004.
Lojas funcionam por mais tempo
Para poder atender às necessidades do consumidor, os estabelecimentos comerciais procuram aumentar o tempo de funcionamento. Cerca de metade dos supermercados japoneses permanece aberta durante mais de 12 horas diárias, enquanto há dois anos apenas 20% delas funcionavam nesse ritmo.
O estudo sugere que um número cada vez maior de varejistas deve passar a operar no sistema de 24 horas, operando dia e noite. Em 2002, 78% das lojas de conveniência já funcionavam 24 horas por dia, número que subiu para 81% no ano passado.
Seguindo essa tendência, o percentual de supermercados especializados na venda de alimentos que opera 24 horas subiu de 3% para 5% no mesmo período.