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SÃO PAULO – Com a melhora nos ânimos dos investidores pelo mundo, o dólar comercial fechou em nova baixa frente ao real nesta terça-feira (6). A segunda queda consecutiva também reflete o movimento de ajuste da divisa norte-americana, depois de acumular alta de mais de 30% em 2008.
Contribuindo com a trajetória negativa da moeda dos EUA, a bolsa brasileira operou em alta durante toda a sessão, refletindo o clima mais ameno nos mercados globais. Além disso, os ganhos apresentados pelas commodities diminuem as preocupações com a balança comercial do País.
O maior otimismo do dia veio repercutindo a defesa realizada pelo presidente eleito dos EUA Barack Obama para a criação de um pacote de US$ 775 bilhões de estímulo econômico, visando atenuar posteriores impactos negativos da crise atual.
Limitando os ganhos, novas pesquisas mostraram um cenário delicado no setor industrial norte-americano, com recuo de 4,6% no número de pedidos realizados no mês de novembro.
Agenda doméstica e emissão de títulos
Na agenda doméstica, uma sondagem mensal realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revelou que, entre outubro e novembro, a indústria brasileira encolheu pela segunda vez consecutiva, variando -5,2% nesta edição. O resultado foi o pior desde 1995.
O Banco Central não anunciou novas intervenções no mercado de câmbio nesta sessão, após ter contribuído com a forte queda da divisa norte-americana na véspera.
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O Tesouro Nacional, por sua vez, informou que vai reabrir a captação de recursos no exterior por meio de bônus denominados em dólares com vencimento em 2019, o que será a primeira emissão externa desde maio de 2008. Segundo nota oficial, o Governo concedeu mandato para liderar a operação, mas não revelou quais bancos ficarão encarregados da tarefa.
Confira as cotações
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,1770 na compra e R$ 2,1790 na venda, forte baixa de 3,37% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$ 2,4000, representando um ágio de 10,24% em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o dólar acumula desvalorização de 6,76% em janeiro, frente à alta de 0,73% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 6,76%.
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Dólar futuro na BM&F
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em fevereiro encerrou o dia cotado a R$ 2.210, forte baixa de 3,34% em relação ao fechamento de R$ 2.276 da última segunda-feira. O contrato com vencimento em março, por sua vez, fechou em forte baixa de 5,13%, atingindo R$ 2.220 frente à R$ 2.340 do fechamento de segunda-feira.
O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 2,1800.
FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 2,70% para março de 2009, 0,70 ponto percentual acima do fechamento anterior.