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SÃO PAULO – Mantendo sinal negativo do fechamento da véspera durante toda esta quarta-feira (29), o dólar comercial encerrou em expressiva queda. O movimento de ajuste se deu em dia de melhora nos ânimos dos investidores.
Nos EUA, a expectativa de que um novo corte na taxa básica de juro fosse realizado se concretizou. O Fomc (Federal Open Market Committee) decidiu reduzir o juro básico norte-americano em 50 pontos-base, fazendo com que atingisse o patamar de 1,00% ao ano, menor nível de sua história.
Entre os indicadores externos, o Durable Good Orders surpreendeu positivamente ao mostrar um avanço de 0,8% no volume de pedidos e entregas de bens duráveis nos EUA em setembro. Outras referências positivas são os bons resultados reportados pela Procter&Gamble e o recuo nas taxas interbancárias européias.
Decisão do Copom
Por aqui, a expectativa é grande pela decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) em relação à taxa básica de juro brasileira. Após a piora da crise financeira, não há mais consenso sobre qual será a conduta adotada pelo colegiado nesta reunião.
Boa parte dos analistas prevê que a Selic ficará nos atuais 13,75% ao ano. A última edição do Focus, porém, trazia que as projeções para a taxa eram de 14% anuais. Vale lembrar que os membros do comitê brasileiro têm optado por manter uma política de aumento na taxa básica de juro desde abril.
Swap e fluxo cambial
O Banco Central voltou a intervir diretamente no câmbio com novos leilões de swap. A operação absorveu parcialmente os lotes ofertados e teve um volume de aproximadamente US$ 1,1 bilhão.
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O BC também divulgou prévia do fluxo cambial acumulado nos primeiros dezoito dias úteis de outubro. Segundo documento, o saldo ficou negativo em US$ 4,397 bilhões, frente ao total positivo de US$ 2,803 bilhões de setembro.
O resultado advém do saldo positivo comercial de US$ 1,734 bilhão contra o fluxo financeiro negativo de US$ 6,131 bilhões. Contando com esta prévia, o fluxo cambial acumulado neste ano (de janeiro a 24 de outubro) fica positivo em US$ 12,791 bilhões.
Confira as cotações
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,1400 na compra e R$ 2,1420 na venda, forte baixa de 1,88% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$ 2,2500, representando um ágio de 5,14% em relação ao dólar comercial.
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Apesar desta queda, o dólar acumula valorização de 12,38% em outubro, frente à alta de 16,67% registrada no mês passado. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 20,61%.
Dólar futuro na BM&F também fechou em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em novembro encerrou o dia cotado a R$ 2.150, forte baixa em relação ao fechamento de R$ 2.184 da véspera. O contrato com vencimento em dezembro, por sua vez, fechou em forte baixa, atingindo R$ 2.154 frente
à R$ 2.196 do fechamento de ontem.
O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 2,1420000.
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Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 5,35% para dezembro de 2008, 1,55 ponto percentual abaixo do fechamento anterior.