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SÃO PAULO – Os fundos de renda fixa acumularam resgates líquidos de US$ 1,69 bilhões no período entre 20 e 26 de outubro, segundo reportou a EPFR Global em relatório divulgado nesta sexta-feira (28). Já aqueles classificados como “Money Market” – os quais investem em títulos de dívida de curto prazo – marcaram saída líquid de US$ 854 milhões no mesmo período.
Pela segunda semana consecutiva, os fundos de títulos púbicos de alto rendimento registraram captação líquida recorde. Ao longo desse período, os fundos “High Yield”, que sofreram em meados de agosto, tiveram entrada líquida de US$ 7,9 bilhões, com a volta de investidores institucionais e do varejo, relata a consultoria.
“Um começo encorajador da temporada de resultados do 3T11 nos EUA e o progresso em torno de outro acordo para ajudar a Europa a conter a crise de dívida da Zona do Euro encorajou os investidores a colocar mais ênfase nos retornos”, escreve a EPFR em seu relatório. Ou seja: em meio à melhora no cenário europeu, os investidores optaram por investimentos de maior risco, mas que podem proporcionar melhores retornos.
Emergentes mais atrativos que os europeus
Os fundos de bonds dos mercados emergentes se beneficiaram pelo maior apetite ao risco dos investidores, com a captação líquida atingindo sua maior marca em seis semanas. O fluxo para os fundos do mercado de bonds corporativos da região também foi positivo, acumulando saldo positivo de US$ 900 milhões nos últimos 12 meses, chegando a 102% do total atingido em 2010.
A EPFR Global constata que os investidores estiveram menos interessados em riscos da Zona do Euro, principalmente por conta da situação da dívida grega. Os fundos de bonds EMEA (Oriente Médio, Leste Europeu e África) tiveram resgate líquido pela 16ª semana consecutiva, enquanto resgates do fundo de bonds europeus atingiram seu maior nível semanal de saída de capital desde o início de agosto, com o resgate líquido acumulado nos últimos 12 meses chegando à marca de US$ 23 bilhões.
Já os fundos de títulos públicos globais, que em média alocam mais de um terço de seus portfólios para a dívida de países europeus desenvolvidos, tiveram sua 6ª semana de saldo negativo de captação, para US$ 7,2 bilhões.