Com medidas de estímulo na Europa e China, dólar opera em queda

Entretanto, baixa é limitada devido às declarações do ministro da Fazenda, afirmando que dólar abaixo de R$ 2 não é interessante

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SÃO PAULO -Após abrir em alta, o dólar opera em queda nessa tarde, em meio às medidas de estímulo na Europa e China. Cotado a R$ 2,0205 na venda, por volta das 14h10 (horário de Brasília), a moeda norte-americana registra queda de 0,34%.

O BCE (Banco Central Europeu) anunciou redução da taxa básica de juro para a mínima histórica de 0,75% ao ano. A China também utilizou esse mecanismo para estimular a economia. O governo local surpreendeu o mercado e cortou a taxa em 0,31%, o que pode dar um impulso para as commodities.

O sentimento de aversão ao risco na Europa, contudo, foi instigado pela emissão de títulos de dívidas de três países nesta manhã. A Irlanda reestreou no mercado e emitiu papéis a juros menores que os obtidos pela Espanha na data. Outra nação que recorreu aos investidores foi a França, a custos mais elevados que o usual.

Apesar do anúncio das medidas, que gerou maior otimismo no mercado, o impacto sobre a divisa norte-americana foi amenizado devido às declarações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, na véspera, que ainda repercutem no mercado. Mantega sinalizou ao mercado que o governo tende a intervir caso o dólar vá para patamares abaixo de R$ 2,00.

Agenda cheia nos EUA
Ao contrário da véspera, marcada pela agenda fraca nos Estados Unidos – que comemoravam o Dia da Independência -, esta quinta está repleta de indicadores. Por lá, o número de postos de trabalho criados no setor privado em junho veio acima do esperado, atingindo 179 mil vagas.

O registro de seguro-desemprego também veio melhor que as projeções. Na semana finalizada em 29 de junho, foram observados 374 mil novas solicitações no país, contra expectativa de 385 mil solicitações. 

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Confira a variação do dólar durante os últimos 30 dias:
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