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SÃO PAULO – Respondendo ao clima de maior aversão ao risco que toma conta do mercado, o dólar comercial opera nesta sexta-feira (10), com valorização de 0,31%, cotado a R$ 1,726. No câmbio internacional, a moeda aponta valorização diante do euro (+0,75%), da libra (+0,32%) e do franco suíço (+0,65%), mas cai diante do iene (-0,06%).
O mau humor nos mercados se dá em função da instabilidade econômica que toma conta da cena europeia, especialmente da Grécia. Na quinta-feira (9), os ministros de Finanças da Zona do Euro não aprovaram o segundo pacote de resgate à Grécia, pois consideraram o plano de medidas de austeridade acordado entre os políticos gregos insuficiente. Agora, Atenas precisa cumprir mais exigências para receber a nova parcela de ajuda financeira, no valor de € 130 bilhões de euros.
Piorando o momento, George Karatzaferis, líder do partido de extrema direita grego, o LAOS, afirmou nesta data que o partido não concordará com as novas exigências da Zona do Euro. Segundo a imprensa internacional, este sentimento de oposição não seria um privilégio do partido e estaria se disseminando entre outros políticos do país.
EUA
Pode corroborar para o cenário a divulgação do indicador de déficit na balança comercial norte-americana em dezembro, que registrou US$ 48,8 bilhões, frente às projeções de analistas de US$ 48,2 bilhões. Também por lá, a preliminar do Michigan Sentiment, índice que mede a confiança dos consumidores na economia norte-americana, ficou abaixo do esperado.
Indicadores domésticos
Na agenda desta sexta-feira a FGV (Fundação Getulio Vargas) anunciou a primeira prévia de fevererio do IGP-M (Índice Geral de Preços Mercado) que marcou deflação de 0,10%.
O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apresentou o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) do mês de janeiro que apontou inflaçao de 0,56%. Também saiu o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), com inflaçao de 0,51%.
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Resultados da Petrobras
Vale destacar também os resultados piores que o esperado da Petrobras (PETR3, PETR4), que mostraram um desempenho bem pior que o esperado pelos analistas de mercado. Por conta disso, os papéis da petrolífera operam com desvalorização de mais de 5% nesta tarde, pressionado o Ibovespa para o campo negativo.
Por ser uma das ações com maior volume financeiro de negociações, a desvalorização delas pode acabar tendo efeito no câmbio, já que sinaliza uma maior saída de investidores da bolsa brasileira – e como o investidor estrangeiro tem forte relevância no mercado brasileiro, essa queda se traduz em saída desses players da BM&F Bovespa.