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SÃO PAULO – As condições favoráveis de crédito ao consumo, a melhoria do rendimento e a queda nos preços fizeram com que o segmento de móveis e eletrodomésticos registrasse alta de 19,8% nas vendas, entre janeiro e abril deste ano, em relação a igual período do ano passado, e de 16%, no acumulado dos últimos 12 meses.
De acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio, divulgada nesta terça-feira (17) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), ambos os resultados foram superiores à média estabelecida no varejo, de 11% e 10,3%, na mesma base comparativa.
Outros segmentos
Também no segmento de materiais para escritório, informática e comunicação, a redução nos preços, desta vez conjugada às facilidades de financiamento e à importância cada vez maior do consumo desses produtos para as famílias, influenciou positivamente o volume de vendas, cujo avanço foi de 27,6% no acumulado do ano até abril e de 30,6%, em 12 meses. Esse foi o segundo maior patamar de crescimento no setor varejista.
Em combustíveis e lubrificantes, por sua vez, a estabilidade nos preços e as boas condições da economia foram apontadas como principais motivos para que o segmento apresentasse altas de 6% e 5,3%, respectivamente.
Além dos fatores que impulsionaram os segmentos já destacados – aumento da renda, expansão do crédito e conjuntura econômica favorável -, as vendas de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria foram estimuladas pela ampliação dos genéricos no mercado. O segmento registrou taxas acumuladas de 13,6%, para o primeiro quadrimestre, e de 11,4%, nos últimos 12 meses.
Já em veículos, motos, partes e peças, a redução das taxas de juros e o alongamento dos prazos de financiamento, bem como as expectativas positivas quanto à manutenção do emprego e da renda, refletiram vendas 23,4% superiores nos primeiros quatro meses de 2008, ante o ano passado. No acumulado dos 12 meses, o indicador subiu 23,2%.
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Destaque negativo
Por outro lado, o segmento de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que antes representava a principal influência para o resultado geral do comércio varejista, foi responsável em abril por uma das mais baixas contribuições para a taxa global do varejo. Mais uma vez, o aumento no preço alimentos aparece como o grande vilão para o mau desempenho do segmento, que acumula crescimento de 6,4% nas vendas, em ambas as comparações.
Além disso, a antecipação do dia da Páscoa, que ano passado ocorreu em abril e este ano foi comemorado em março, repercutiu negativamente nas vendas deste segmento.