Com mais áreas no Brasil aptas a exportar, preço da carne pode subir

Para especialista, alta poderá ser sentida somente no médio ou longo prazo; mais três estados poderão exportar para UE

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SÃO PAULO – A reabilitação dos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Minas Gerais à exportação de carne bovina in natura para os países europeus pode provocar aumento nos preços do produto para o consumidor brasileiro.

A opinião é do diretor-técnico da AgraFNP, empresa de análise e consultoria em agronegócios, José Vicente Ferraz. “No curto prazo, dentro de três a cinco meses, o impacto será pequeno e, provavelmente, nem será sentido pelo consumidor. Já no médio prazo, o impacto pode ser maior”, diz.

Entretanto, apesar de acreditar na alta no médio e longo prazos, Ferraz alerta que há outras variáveis que precisam ser consideradas e que podem acabar retendo a alta dos preços. Como exemplo, ele cita a hipótese de uma recessão global. “Na hipótese de uma recessão global, com aumento do desemprego, diminuição da renda e, por conseqüência, do consumo, os preços podem acabar caindo”, explica.

Mercado

Até o momento, 287 municípios de Minas Gerais e as regiões Norte e Sul de Mato Grosso estão impedidos de comercializar a carne bovina in natura para a UE (União Européia), segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Com a decisão, áreas importantes da pecuária nacional serão incluídas no comércio com a UE (União Européia), conforme informações do secretário de Defesa Agropecuária, Inácio Kroetz. “Além de atender a uma reivindicação antiga do setor, a decisão tornará a área aprovada no Brasil como território contínuo, sem fragmentos de trechos não habilitados em seu interior.”

A medida, tomada pela Secretaria de Defesa Agropecuária, que acerta os detalhes técnicos com a União Européia há meses, deve ser ratificada pela DG-Sanco (Diretoria Geral para Saúde e Consumidores da União Européia) e, após a ratificação, ser publicada no jornal oficial da UE.