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SÃO PAULO – As empresas do grupo de Eike Batista continuam chamando a atenção dos investidores. Nesta segunda-feira (2) as ações da OGX Petróleo (OGXP3) saltaram 14,55%, aos R$ 6,30, enquanto o Ibovespa subiu 0,62%, aos 54.692 pontos.
Além disso, a empresa mais uma vez tiveram o maior volume negociado da bolsa. As negociações dos papéis OGXP3 chegaram a movimentar R$ 586,37 milhões, enquanto as ações preferenciais da Vale (VALE3, VALE5) e da Petrobras (PETR3, PETR4) somaram R$ 777,02 milhões.
Na esteira dela, as ações da MMX Mineração (MMXM3, +3,42%, R$ 6,05), LLX (LLXL3, +4,52%, R$ 2,31), OSX Brasil (OSXB3, +7,78%, R$ 9,70) também se destacaram na ponta positiva. Por sua vez, os papéis da MPX Brasil (MPXB3, -0,75%, R$ 30,57) e da CCX (CCXC3, -3,33%, R$ 4,35) não seguiram a mesma trajetória.
Depois da queda, o repique
Na sessão anterior, os ativos da OGX saltaram 8,91%, em um movimento de recuperação, mas mesmo essa trajetória não evitou que a ação se tornasse a pior do primeiro semestre entre aquelas do Ibovespa, cuja queda foi de 40,54%. Esse temor com a petrolífera tem fonte na decepção com a produção inicial nos dois campos de Tubarão Azul.
Contudo, apesar de concordarem com a decepção da notícia e com o abalo na confiança das empresas de Eike Batista, analistas alertam para o exagero do mercado acionário. Da mesma forma, a empresa justificou a queda como uma interpretração errada do mercado, já que o nível efetivo da produção dos campos ainda dependerá de um processo de injeção de água, ainda sem data para acontecer.
Para tentar apaziguar os ânimos dos investidores, a empresa também trocou, na noite de quinta-feira, seu diretor-presidente Paulo Mendonça por Luiz Eduardo Guimarães. O novo comandante da OGX vem para mudar o foco da empresa de exploração para produção, já que atua há mais de 30 anos na área e com passagens pela Petrobras, onde chegou a liderar a área de Exploração & Produção.