Com maior pressão vendedora, bolsa eleva para 30% limite de aluguel em OGX

Caso papéis esbarrem no teto de aluguel, BM&FBovespa pode elevar novamente até atingir 50% das ações em circulação no mercado da empresa

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SÃO PAULO – Com projeções extremamente negativas de analistas de mercado, a pressão vendedora em OGX Petróleo (OGXP3), do Grupo EBX, do empresário Eike Batista, vem aumentando a cada dia – ou seja, os investidores apostam cada vez mais que as ações da companhia vão cair ainda mais daqui para frente.

Para suprir a demanda do mercado, a BM&FBovespa elevou na véspera o limite de aluguel com os papéis da empresa, que passou de cerca de 250 milhões para 376 milhões. Com isso, o limite para alguel subiu de 20% para 30% das ações em circulação no mercado.

Segundo relataram operadores ao Portal InfoMoney, a taxa de aluguel vem disparando a cada pregão, saindo da casa dos 5% para 15% ao ano. Com poucos doadores no mercado, e a taxas altíssimas, a posição alugada ontem da OGX era de cerca de 260 milhões de ações.

A alteração foi feita após o aluguel de ações da OGX esbarrar no teto na última sexta-feira, o que levou a um movimento de mercado conhecido como “short squeeze”, que ocorre quando o preço da ação sobe de tal forma que os investidores que se posicionaram vendidos no papel buscam fechar suas posições (ou seja, comprar essas ações) e zerar a posição.

Na ocasião, os papéis atingiram uma valorização de 8,79%, enquanto o mercado ainda digeria cortes de recomendação e preço-alvo dos principais bancos internacionais (o mais pessimista deles – Bank of America Merrill Lynch – reduziu o target dos papéis para R$ 1) depois da empresa mostrar a pior média de produção médio por poço offshore (em alto mar) no mês de fevereiro. Um dia antes dessa arrancada, os papéis da companhia haviam alcançado no intraday seu menor patamar da história (R$ 2,32).

“O mercado vem forçando a queda dos papéis da empresa, e essa pressão deve continuar nos próximos dias, principalmente depois dessas perspectivas negativas dos bancos internacionais”, disse o operador Marcelo Halmel, da Monte Bravo Investimentos. No acumulado do ano, as ações da companhia registram perdas de 43,60%, e nos últimos 12 meses, queda de 85,47%.

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Limite pode aumentar ainda mais
Além disso, a pressão vendedora em OGX pode aumentar ainda mais caso o aluguel de ações suba nos próximos dias. Na véspera, a BM&FBovespa anunciou o aumento do limite de posições alugadas para as empresas, que subiu de 40% para até 50% do free float (ações de determinada companhia que não estão sob posse dos seus acionistas controladores, ou seja, que estão dentro do mercado). 

Procurada pelo Portal InfoMoney, a bolsa informou que “os limites são fixados com base na quantidade de ativos em circulação no mercado, sendo que, para um mesmo ativo, a bolsa pode realocar os limites entre diferentes contratos” de aluguel de ações, opções e termo.