Com maior fluxo, dólar abre em queda e quebra barreira dos R$ 1,70

Emissões de empresas brasileiras no exterior corroboram para queda da divisa; agenda norte-americana deve ser monitorada

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SÃO PAULO – Mais otimismo toma conta do mercado de câmbio nesta terça-feira (28), com o dólar comercial em queda de 0,38%, cotado a R$ 1,698 no início dos negócios, batendo a mínima do ano, registrada na véspera, quando a moeda encerrou a sessão em R$ 1,705.

Mesmo com a reunião decepcionante do G20, analistas projetam que o cenário externo permanece o mesmo, o que corrobora para o movimento de tendência de queda do dólar. “O mercado aguarda os resultados da LTRO (operação de refinanciamento de longo prazo, na sigla em inglês) e, basicamente, ainda acompanha as negociações sobre a crise do euro”, destaca o analista-chefe do Danske Bank, Arne Lohmann Rasmussen.

Corrobora para a queda da divisa a ampla liquidez no mercado internacional e a boa percepção de risco Brasil por parte dos investidores. “[Estes fatores] continuam a facilitar as emissões no exterior de títulos de longo prazo. Na segunda-feira, o Banco do Brasil reabriu a emissão de seu bônus perpétuo, lançado em 12/01, ao vender US$ 750 milhões”, destacam os consultores da MCM.

Na emissão, o Banco do Brasil (BBAS3) pagou 8,48% nos seus papéis, o que equivale a um prêmio de 655 pontos base. Em janeiro, este bonus perpetuo foi vendido com uma taxa de retorno de 9,5% ao ano, ou 732 pontos base de premio de risco. A General Shopping (GSHP3) também iniciou o processo de vendas de US$ 250 milhões de bônus perpétuo.

“Assim, para março, deveremos continuar a observar elevado percentual de rolagem dos compromissos a pagar de principal. Segundo o BC, o volume de amortizações em março é de US$ 1,7 bilhão”, contabiliza a consultoria.

Indicadores
Na agenda doméstica desta terça-feira, o Banco Central divulga a Nota de Política Monetária e Operações de Crédito de janeiro.

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Nos EUA, será reportada a avaliação do volume de pedidos e entregas de bens duráveis – o Durable Good Orders. Também será divulgado o S&P/Case-Shiller Home Price, indicador que denota a trajetória dos preços das casas no país por meio de uma média móvel trimestral. Ainda na pauta econômica norte-americana será revelado o Consumer Confidence, índice que mede a confiança dos consumidores.