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SÃO PAULO – Os principais índices acionários do velho continente caminham para o quinto pregão consecutivo em queda, pressionados nesta quinta-feira (4), principalmente, pelos papéis da Rio Tinto e do banco Lloyds, que reportaram resultados decepcionantes.
As ações da gigante Rio Tinto deslizam 3,92% e puxam o recuo do setor. O grupo reportou aumento de 30% no lucro do primeiro semestre, mas alertou sobre os riscos de deterioração do crescimento, diante da restrição de crédito nos países emergentes e a ameaça de crises financeiras devido aos problemas de dívida soberana na Europa e nos Estados Unidos.
Seguindo o movimento negativo, os papéis da Xstrata caem 6,11%, enquanto os da Vedanta Resources perdem 7,01%.
Bancos sem direção comum
As ações do Lloyds também pressionam os negócios em Londres, com baixa de 5,73%. O banco britânico anunciou prejuízo líquido de £ 2,31 bilhões de libras no primeiro semestre.
Ainda no pregão londrino, as ações do RBS devolvem 4,34%. Em Paris, os papéis do Société Générale desvalorizam 0,78%, enquanto os do Crédit Agricole ganham 2,02%. Na Itália, as ações do UniCredit e o Intesa Saopaolo recuam 4,62% e 1,17%, nessa ordem.
No sentido contrário, as ações do ING aumentam 2,62%, depois que o banco holandês de investimento mostrou um salto de 24% no lucro do segundo trimestre, superando as previsões de analistas.
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Seguradoras na mão positiva
Por outro lado, as ações da seguradora francesa AXA sobem 2,91%. A companhia informou que o lucro líquido do primeiro semestre mais que quadriplicou, impulsionado por vendas de ativos na China, Austrália e Nova Zelândia.
Na Suíça, os papéis da resseguradora Swiss Re disparam 6,08%. A empresa reportou lucro líquido de US$ 960 milhões no segundo trimestre, bem acima da expectativa de US$ 646 milhões.
Fora do setor de seguros, mas também na direção positiva, as ações da Unilever avançam 5,51%, depois que o grupo anglo-holandêsde informou um aumento de 10% no lucro do primeiro semestre.
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Crise segura aumento de juro
Citando o agravamento da crise das dívidas soberanas na Zona do Euro, o BCE (Banco Central Europeu) deixou nesta quinta-feira a sua principal taxa de juros inalterada em 1,5%.
O Banco da Inglaterra também decidiu manter a taxa de juro em 0,5%, em linha com as expectativas da maioria do mercado. Além disso, a autoridade monetária optou por conservar o programa de compra de ativos em £ 200 bilhões.
Agenda econômica
As encomendas às fábricas na Alemanha vieram acima do esperado em junho, marcando o terceiro mês consecutivo de alta. Segundo dados oficiais, o índice registrou avanço mensal de 1,8% em junho, após crescer 1,5% em maio, na série com ajuste sazonal. Na comparação com junho de 2010, houve expansão de 9,5%, abaixo do aumento de 11,7% visto em maio.