Com leve queda de 0,06%, dólar comercial atinge menor cotação desde maio

No intraday, cotação ficou abaixo da mínima de 2010; discurso de Mantega e capitalização da Petrobras em foco

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SÃO PAULO – Após chegar a ser negociado abaixo de R$ 1,72 – patamar abaixo da mínima registrada em 2010 (R$ 1,721) – durante a manhã, o dólar comercial foi ganhando forças ao longo do dia, chegando a operar bem próximo da estabilidade nos instantes finais de negociação. Contudo, a ponta vendedora prevaleceu e a divisa fechou esta sexta-feira (3) com queda de 0,06%, sendo cotada na venda a R$ 1,731, igualando a menor cotação desde 3 de maio deste ano.

Com esta queda, o dólar acumulou uma variação negativa de 1,26% na semana.

Apesar dos números positivos do Relatório de Emprego dos EUA, o crescimento acima do esperado do PIB (Produto Interno Bruto) e a forte valorização das ações da Petrobras (PETR3, PETR4) terem animado os investidores, a moeda norte-americana conseguiu se estabilizar durante a tarde, caminhando em linha com o discurso realizado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, nesta sexta-feira.

Embora o real tenha ganhado força em relação ao dólar nos últimos meses, refletindo a expectativa de um forte fluxo da moeda estrangeira no País com a capitalização da Petrobras, Mantega afirma que a moeda brasileira tem se mantido estável em relação à norte-americana e que, após a oferta de ações da empresa, a tendência é de que o real volte a cair ante o dólar.

Também ajudando a fortalecer a recuperação do dólar no dia, o Banco Central realizou mais um leilão de compra da moeda no mercado cambial à vista. A operação ocorreu entre as 15h08 e as 15h18 (horário de Brasília) e contou com uma taxa de corte de R$ 1,73.

Agenda econômica
Principal destaque da pauta econômica brasileira, o PIB brasileiro surpreendeu no segundo trimestre ao relatar um crescimento de 1,2%, número que, embora sinalize uma desaceleração em relação ao resultado do primeiro trimestre, ficou acima do que era projetado pelos analistas, que esperavam uma alta entre 0,6% e 1,1%.

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Nos EUA, o Relatório de Emprego de agosto mostrou que a economia do país registrou a perda de 54 mil postos de trabalho, abaixo dos 120 mil esperados para o mês. Já a taxa de desemprego caminhou dentro do previsto, subindo de 9,5% para 9,6%. Por sua vez, o ISM Services ficou em 51,5 pontos também no oitavo mês do ano, aquém do previsto (53 pontos), mas sem conseguir impactar o bom humor nas praças financeiras.

Dólar a R$ 1,731
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,7290 na compra e R$ 1,7310 na venda, leve baixa de 0,06% em relação ao fechamento anterior. Com esta queda, o dólar acumula desvalorização de 1,48% em setembro, frente à alta de 0,06% registrada no mês passado. No ano, a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 0,59%.

Dólar futuro na BM&F
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em outubro  encerrou o dia cotado a R$ 1.744, alta em relação ao fechamento de R$ 1.739 da última quinta-feira. O contrato com vencimento em novembro, por sua vez, fechou em alta, atingindo R$ 1.755 frente à R$ 1.750 do fechamento de quinta-feira.

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O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,7333000.

FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,65 para novembro de 2010, estável em relação ao que foi registrado na sessão anterior.