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SÃO PAULO – Após iniciar esta quarta-feira (18) no campo positivo, reverter o sinal no começo da tarde e voltar novamente a apontar valorização na parte final da sessão, o dólar comercial encerrou o dia com leve queda de 0,02%, cotado a R$ 2,0209 na compra e R$ 2,0216 na venda. Esta é o quarto recuo seguido da divisa norte-americana.
Apesar desta queda, o dólar acumula valorização de 0,59% em julho, frente à baixa de 0,38% registrada no mês passado. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 8,19%.
Bernanke voltou a ser o centro das atenções dos investidores nesta sessão, após o presidente do Federal Reserve afirmar frente ao Congresso norte-americano, que a inflação no país provavelmente vai permanecer próximo ou abaixo da meta de 2% do banco central, após os preços do petróleo reverterem seus ganhos no início deste ano.
Livro Bege e setor imobiliário dos EUA
Ainda por lá, outro destaque ficou por conta do Livro Bege do Fed, o qual apontou que os 20 distritos dos Estados Unidos apresentaram um crescimento de modesto a moderado em junho e início de julho. Apenas Nova York, Philadélfia e Cleveland registraram expansão mais lenta em relação ao último relatório.
Enquanto isso, o setor imobiliário surpreendeu os mercados positivamente. Em junho, foram construídos 760 mil imóveis nos EUA, alta de 7% sobre maio, segundo o Departamento de Comércio dos Estados Unidos.
Europa decepciona
No Velho Continente, o destaque fica por conta da ata do BoE (Bank of England), que mostrou que dois membros votaram contra o aumento de £ 50 bilhões no programa de compra de ativos, anunciado no início do mês. Por sua vez, os demais integrantes do BoE chegaram a discutir um incremento de até £ 75 bilhões no programa, mas optaram por um estímulo menor para não incorrer em um risco tão alto de fugir da meta de inflação de 2% ao ano.
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Já no front corporativo, a Europa trouxe boas notícias. O Credit Suisse anunciou um lucro líquido de 788 milhões de francos suíços no segundo trimestre, valor 2,6% superior àquele do mesmo período do ano passado. A instituição disse, ainda, que tomará uma série de medidas para aumentar seu capital em cerca de US$ 15,6 bilhões.
Dólar futuro e Ptax
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em agosto segue cotado a R$ 2,027, valor superior em relação ao fechamento de R$ 2,026 da última terça-feira (17). O contrato com vencimento em setembro, por sua vez, segue estável na comparação com a sessão anterior, atingindo o patamar de R$ 2,038.
Já o dólar Ptax, que referencia os contratos futuros na BM&FBovespa, fechou a R$ 2,0258, com queda de 0,44% sobre a cotação de anterior.