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SÃO PAULO – Apesar da modesta alta de 0,09%, o Ibovespa conseguiu engatar sua terceira sessão consecutiva de fechamento positivo, terminando esta sexta-feira (17) 66.203 pontos – sua maior pontuação desde 27 de abril de 2011, quando fechou a 66.264 pontos. Com mais um dia de alta, o benchmark termina a semana com valorização acumulada de 3,45%, estendendo os ganhos acumulados no ano para 16,65%. O giro financeiro da sessão foi de R$ 6,50 bilhões.
O índice de ações brasileiro apresentou-se levemente descolado do cenário externo, uma vez que as bolsas europeias fecharam com altas mais elevadas e as bolsas norte-americanas apresentaram, até o horário de fechamento da bolsa nacional, um desempenho também superior. A queda das ações da Vale (VALE3, VALE5) que detêm forte participação na composição da carteira teórica do Ibovespa, ajudaram a contrabalancear o movimento do mercado brasileiro.
Referências mistas na Europa
O mercado reagiu com maior otimismo ao acordo para cortar € 325 milhões no orçamento da Grécia. A crise no continente e no país continua a ser o principal assunto de discussões nos círculos de poder, e para evitar um agravamento ainda pior, a Rússia estuda emprestar recursos ao FMI (Fundo Monetário Internacional).
Contudo, a instituição deve representar apenas 10% dos € 130 bilhões do plano de resgate grego, fazendo com que os países da Zona do Euro necessitem arcar com o resto.
O noticiário europeu também contou com a renúncia do presidente da Alemanha, Christian Wulff, após denúncias recorrentes de corrupção e tráfico de influência. O fato fez com que a chanceler do país, Angela Merkel, cancelasse sua viagem à Itália, onde se encontraria com o primeiro-ministro italiano, Mario Monti, para discutirem saídas para a crise enfrentada pela Zona do Euro.
Destaque de ações
A maior alta do Ibovespa foi registrada pelas ações do Pão de Açúcar (PCAR4), que avançaram 5,68%, fechando cotadas a R$ 79,20, refletindo seu resultado trimestral – que agradou analistas. Elas foram seguidas pelos papéis da Marfrig (MRFG3), que avançaram 4,24% e fecharam a R$ 9,83. As maiores altas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:
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| Cód. | Ativo | Cot R$ | % Dia | % Ano | Vol1 |
|---|---|---|---|---|---|
| PCAR4 | P.ACUCAR-CBD PN | 79,20 | +5,68 | +18,21 | 94,11M |
| MRFG3 | MARFRIG ON | 9,83 | +4,24 | +15,11 | 26,14M |
| SBSP3 | SABESP ON EJ | 64,52 | +3,96 | +29,08 | 49,64M |
| BRML3 | BR MALLS PAR ON | 22,89 | +3,81 | +26,32 | 39,48M |
| KLBN4 | KLABIN S/A PN | 8,62 | +3,23 | +7,75 | 23,47M |
Já a maior queda foi registrada pelas ações da MRV Engenharia (MRVE3), que recuaram 5,74%, fechando a R$ 14,44, em reflexo as piores perspectivas do JPMorgan a seu resultado trimestral. A segunda maior queda foi aferida pelos papéis Hypermarcas (HYPE3), que tiveram desvalorização de 3,77% aos R$ 12,52. As maiores baixas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:
| Cód. | Ativo | Cot R$ | % Dia | % Ano | Vol1 |
|---|---|---|---|---|---|
| MRVE3 | MRV ON | 14,44 | -5,74 | +34,95 | 205,88M |
| HYPE3 | HYPERMARCAS ON | 12,52 | -3,77 | +47,29 | 55,52M |
| JBSS3 | JBS ON | 7,03 | -3,03 | +15,63 | 26,77M |
| DTEX3 | DURATEX ON EJS | 9,91 | -2,65 | +11,19 | 33,58M |
| BBAS3 | BRASIL ON | 28,00 | -2,64 | +18,14 | 215,63M |
As ações mais negociadas, dentre as que compõem o índice Bovespa, foram:
| Código | Ativo | Cot R$ | Var % | Vol1 | Vol 30d1 | Neg |
|---|---|---|---|---|---|---|
| PETR4 | PETROBRAS PN | 24,05 | +0,71 | 548,34M | 751,32M | 47.874 |
| VALE5 | VALE PNA | 41,99 | -0,87 | 491,81M | 747,36M | 25.647 |
| VALE3 | VALE ON | 42,93 | -1,60 | 245,25M | 192,57M | 17.262 |
| OGXP3 | OGX PETROLEO ON | 17,65 | +2,02 | 216,79M | 302,00M | 16.200 |
| BBAS3 | BRASIL ON | 28,00 | -2,64 | 215,63M | 224,82M | 16.369 |
| MRVE3 | MRV ON | 14,44 | -5,74 | 205,88M | 82,48M | 25.206 |
| PETR3 | PETROBRAS ON | 25,36 | -0,51 | 192,19M | 189,07M | 15.742 |
| RDCD3 | REDECARD ON | 35,69 | +0,71 | 174,05M | 195,83M | 7.324 |
| CIEL3 | CIELO ON | 58,79 | -1,85 | 170,58M | 129,12M | 6.600 |
| BBDC4 | BRADESCO PN ED | 30,81 | -0,29 | 162,66M | 215,36M | 12.150 |
* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)
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Indicadores
Na agenda doméstica, a FGV (Fundação Getulio Vargas) mostrou a segunda prévia de fevereiro do IGP-M (Índice Geral de Preços Mercado), com deflação de 0,11%. Já o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revelou o IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de fevereiro, com uma desaceleração da inflação para 0,53%. O instituto também mostrou que a taxa de desemprego brasileira terminou janeiro em 5,5%, contra 6,1% no ano anterior.
Nos EUA, foi revelado o indicador de inflação CPI (Consumer Price Index), que apresentou uma alta de 0,2% em janeiro, contra projeção de avanço de 0,3%. O Core CPI, que exclui os custos relativos à alimentação e energia, também terminou o mesmo período 0,2% maior, ante expectativa de 0,1% de inflação.
Por fim, os investidores acompanharam o Leading Indicators, relatório que compreende vários índices já divulgados, e que apresentou uma alta de 0,4% em janeiro, levemente abaixo das projeções dos analistas, que giravam em torno de 0,5% de alta.
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Bolsas Internacionais
Nos EUA, o índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas , fechou em leve alta de 0,36% e atingiu 12.950 pontos, seguindo esta tendência, o índice S&P 500 valorizou-se 0,31% a 1.362 pontos. Por outro lado, a Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia norte-americanas, fechou em leve baixa de 0,27% atingindo 2.952 pontos.
Na Europa, o índice DAX 30 da bolsa de Frankfurt registrou alta de 1,42% e atingiu 6.848 pontos; no mesmo sentido, o índice CAC 40 da bolsa de Paris valorizou-se 1,37% chegando a 3.440 pontos e o FTSE 100, da bolsa de Londres, subiu 0,33% a 5.905 pontos.
Dólar na mínima desde outubro
O dólar comercial fechou com queda de 0,29% nesta sexta-feira, terminando a semana cotado a R$ 1,7140 na venda – seu menor patamar desde 31 de outubro de 2011, quando fechou a R$ 1,7031. Assim, a moeda acumulou no período entre os dias 13 e 17 uma depreciação de 0,73%, embalada pela melhora pontual no cenário europeu.
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Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em queda nesta sessão. O contrato de juros de maior liquidez nesta sexta-feira, com vencimento em julho de 2012, registrou uma taxa de 9,51%, 0,02 ponto percentual abaixo do fechamento de quinta-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,02% a 132,87% do valor de face.
Já o indicador de risco-País registrou queda de 3 pontos-base nessa sessão, aos 197 pontos.
Agenda da próxima sessão
O mercado permanece fechado tanto na próxima segunda-feira (20) quanto na terça-feira (21), por conta do Carnaval no Brasil. O mercado norte-americano também fica fechado na primeira dessas sessões, por conta do feriado do Dia do Presidente. Na terça-feira não haverá indicadores relevantes na economia norte-americana.