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SÃO PAULO – Apesar do bom desempenho dos indicadores econômicos norte-americanos, o dólar comercial opera em queda no mercado doméstico, pressionado principalmente pela elevação da taxa básica de juro. O aumento no juro tende a atrair um maior volume de capital externo para o país, fato que desfavorece a moeda norte-americana.
Na última quarta-feira, o Copom, Comitê de Política Monetária do Banco Central, decidiu elevar a taxa básica de juro, contrariando as expectativas do mercado. A autoridade monetária decidiu elevar a Selic em 25 pontos base, para 19,50% ao ano. De acordo com o boletim Focus, o mercado acreditava que o BC iria manter a taxa em 19,25% ao ano.
Cenário Internacional
Com exceção do Leading Indicators, que veio abaixo das expectativas, os indicadores econômicos norte-americanos divulgados na última sessão apresentaram bons resultados. O Initial Claims, que mede semanalmente o número de pedidos de auxílio-desemprego, apresentou 296 mil pedidos, ante expectativas de 329 mil pedidos.
Já o Philadelphia Fed, que mede o nível de atividade industrial dos EUA, ficou em 25,3 pontos, frente aos 10 pontos previstos pelo mercado e bem acima dos 11,4 pontos registrados no mês anterior.
Dólar inicia negociações em queda
O dólar comercial está sendo cotado a R$ 2,5430 na compra e R$ 2,5450
na venda, baixa de 0,59% em relação ao fechamento anterior.
Com a
variação desta sexta-feira, a moeda norte-americana registra queda de 4,61%
neste mês de abril e uma desvalorização de 4,07% desde o início do ano.
Dólar paralelo permanece em R$ 2,8130
No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$
2,8130, representando um ágio de 10,62%
em relação ao dólar comercial.