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SÃO PAULO – Motoristas que optarem por financiar o carro por meio de leasing economizarão algo em torno de 6% em relação ao empréstimo por meio do CDC (crédito direto do consumidor). O motivo, conforme explicou a Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças), é o reajuste do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).
A modalidade de arrendamento mercantil, por si só, já é mais em conta do que o empréstimo convencional: a média de juros mensais ficam em, respectivamente, 1,89% e 2%. Ocorre que, depois de o governo anunciar, na semana passada, que o IOF diário será dobrado em contratos de crédito assinado por pessoas físicas (de 0,0041% para 0,0082%), além da cobrança adicional de 0,38% da operação, o processo ficou mais caro.
No bolso
Por exemplo: um auto com valor de R$ 25 mil, financiado por 60 meses, terá custo final de R$ 42.010,20 ao final da operação de leasing. No CDC, esse valor sobe R$ 2,6 mil, para R$ 44.610,60.
Mas vale lembrar que as duas modalidades possuem caráter diferente. O leasing é uma espécie de aluguel, portanto, o bem pertence ao banco ou à financeira até que todas as parcelas estejam quitadas. Dessa forma, em caso de inadimplência, é muito mais fácil para o “proprietário” reaver o carro. Além disso, não é possível que o consumidor venda o veículo sem ter quitado toda a dívida.
Já o CDC é um financiamento: o auto está no nome do consumidor – e o mesmo consumidor possui uma dívida com o concedente do crédito. O bem é seu e pode ser vendido a qualquer momento, coma dívida sendo transferida.
“No leasing, o prazo máximo para pagamento é de 60 meses. Já no CDC, em algumas situações, chega a 99 vezes. Então, quem puder pagar menos por mês acaba optando pelo crédito convencional, que possui uma parcela menor, dependendo do prazo”, explicou Miguel José Ribeiro de Oliveira, vice-presidente da Anefac.