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SÃO PAULO – Desde que o governo brasileiro decidiu impor a taxação de 2% de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre a entrada de capital estrangeiro para investimentos em renda fixa e variável, o J.P. Morgan observou um aumento da procura de empresas brasileiras, especialmente de pequeno e médio porte, por programas de ADRs, por meio dos quais investidores estrangeiros conseguem comprar recibos de ação de companhias brasileiras listadas na Bolsa de Nova York.
De acordo com a diretora executiva responsável por novos negócios para ADRs na América Latina do J.P. Morgan, Candice Teruszkin, “as pequenas e médias empresas enxergaram a necessidade de ter programas de ADRs para satisfazer os investidores estrangeiros, que, com a taxa de 2% de IOF, não poderão mais entrar e sair de um investimento como faziam anteriormente”.
“A ADR tem lastro nas ações locais e dá a opção, ao investidor estrangeiro, de ser acionista de empresas brasileiras [sem ter de pagar IOF]”, explica.
Recentemente, o J.P. Morgan anunciou que foi nomeado depositário do programa de ADRs do Banco Santander (Brasil) e da Lupatech.
Diferenciais
Candice explicou que os diferenciais do J.P. Morgan em seus programas de ADRs é a equipe de relações com investidores que o banco mantém e que trabalha somente com os clientes desses programas. “São oito pessoas que passam o dia fazendo um trabalho cujo objetivo é ampliar a base de investidores, que inclui revisão da página da empresa na internet, revisão de apresentações, comunicação ao mercado e targeting”.
Segundo a executiva, o trabalho de targeting pode ser tanto setorial quanto fundamental. No primeiro caso, compara-se a base de acionistas do cliente com a de outras empresas no mesmo setor. No segundo, a comparação se dá sobre empresas com perfis parecidos, por exemplo, em termos de market cap, mas de setores diversos. O objetivo é identificar potenciais clientes.