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SÃO PAULO – Em continuidade às perdas registradas no pregão anterior, as ações da Cesp (CESP6), lideram a ponta negativa no Ibovespa nesta quarta-feira (12), registrando às 11h15 (horário de Brasília) forte queda de 18,70%, negociadas a R$ 22,56, embora tenha alcançado uma desvalorização de até 22,38% mais cedo.
Na sequência aparecem as ações da Transmissão Paulista (TRPL4, R$ 32,50, -18,55%), Cemig (CMIG4, R$ 27,00, -14,29%), Eletrobras (ELET3, R$ 12,10, -1,47%; ELET6, R$ 16,64, -6,06%), Copel (CPLE6, R$ 32,97, -2,17%), CPFL Energia (CPFE3, R$ 22,01, -2,61%) e Light (LIGT4, R$ 23,85, -2,05%). As ações ordinárias da Cemig (CMIG3, R$ 22,89, -14,59%) também recuam forte nesta sessão. Diante disso, o IEE (Índice de Energia Elétrica) cai 6,26%, operando no sentido oposto do Ibovespa, que sobe 0,54%.
Outras ações de companhias do setor seguem neste mesmo setindo, como Tractebel (TBLE3, R$ 30,92, -5,62%), AES Tietê (GETI4, R$ 25,55, -8,75%) e Coelce (COCE5, R$ 36,35, -7,74%).
As ações do setor elétrico respondem ao anúncio na véspera de redução do preço da energia elétrica a partir de 2013 e sobre a renovação das concessões com vencimentos previstos a partir de 2015. Para a equipe de análise da XP Investimentos o que ficou implícito em toda movimentação do Governo, foi sua proatividade em intervir no setor como forma de reduzir o custo de energia no País.
“Entendemos que seja complexa a análise dos diversos pontos e que o mercado deverá continuar digerindo os principais pontos”, explicam os analistas.
Dúvidas pressionam setor
Em relação às medidas anunciada na véspera, a equipe de análise da XP Investimentos explica que o plano suscitou novas dúvidas nos agentes de mercado de como será esse processo de renovação, como será o tratamento dado aos ativos mais antigos e supostamente já depreciados e amortizados pelas concessionárias e se tais reduções de tarifas gerarão diferencias de preços de energia nos diferentes estados ou será distribuído para o sistema.
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Além disso, o mercado ainda questiona se a renovação pode inclusive ferir artigos constitucionais acerca dos processos de concessões. “Enfim, seguimos com diversas dúvidas. Sabemos que o investidor é em essência avesso ao risco e incertezas”, explicam os analistas.
O que muda para o setor?
Sobre os efeitos das medidas anunciadas na véspera, os analistas explicam que a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) fará uma revisão extraordinária no contrato de todas as distribuidoras de energia no início de 2013, provavelmente em fevereiro. Na ocasião, o impacto da redução do custo da energia será incorporado na conta de todos os consumidores. Segundo o governo, a redução de tarifas de geração e transmissão será realizada considerando que os ativos envolvidos já estariam amortizados e depreciados.
Mais uma questão importante e que vinha sendo motivo de grande expectativa pelo mercado era em relação ao processo de renovação das concessões de energia, prevista para vencer a partir do ano de 2015. Sobre este ponto, o Governo decidiu por renovar antecipadamente os contratos, mas, em contrapartida, até março de 2013, a Aneel terá finalizado estudos que pretendem determinar as novas tarifas de energia a serem praticadas pelas concessionárias.
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Outra medida anunciada pelo governo foi a desoneração de impostos por meio da extinção de dois encargos a Reserva Global de Reversão (RGR) e a Conta de Consumo de Combustíveis (CCC).