Com instalação de energia solar em edifícios, unidades ficarão mais caras

Consumidor, no entanto, poderá ganhar em economia na conta de luz e com uma maior liqüidez do imóvel

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SÃO PAULO – A Lei 14.459/07, que dispõe da instalação de sistema de aquecimento de água por energia solar nas novas edificações do Município de São Paulo, poderá fazer com que o preço das unidades comerciais ou residenciais aumente.

De acordo com o vice-presidente de Tecnologia e Relações de Mercado do Secovi-SP, Alberto Du Plessis, o preço aumentará com certeza, mas ainda não se sabe quanto, já que variará de acordo com o tamanho de cada empreendimento.

“Estes prédios ficarão mais caros porque o aquecimento solar não substitui o que já existe no prédio. Ele não tem capacidade de, sozinho, aquecer toda a água, ainda mais em São Paulo, que não faz sol o ano inteiro. Então, será um gasto a mais para a construtora”.

Economia de energia

Para o presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto, o preço final para o consumidor será mais alto, mas vai compensar depois da compra.

“Vai ficar mais barato para o consumidor depois, porque ele vai economizar em eletricidade, e uma quantidade substancial constante e permanente”, afirmou.

Segundo estudo realizado pela Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava), a inclusão dos captadores de energia solar em um prédio de 20 andares, com 320 moradores, custa em média R$ 95 mil.

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A instalação, no entanto, reduziria o consumo de energia elétrica ou gás entre 40% e 80%, gerando redução anual de gastos do condomínio em R$ 32 mil. Com isso, o valor do investimento se pagaria em 3 anos.

O estudo revela ainda que, no tempo de vida útil do sistema – que é de 20 anos – o aquecimento solar geraria uma economia ao edifício de R$ 1,170 milhão.

Liquidez

Ainda de acordo com Viana, o comprador do imóvel ganhará em liqüidez – capacidade para comercialização. “Você vai ter mais facilidade de vender um imóvel com aquecimento solar do que um sem o sistema. Isso vai ser fator de valorização do imóvel”.

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Já para o vice-presidente do Secovi-SP, a liquidez é relativa, porque se pensar restritamente na economia de energia, este imóvel tem algo a mais. Mas a arquitetura do prédio, por exemplo, terá painéis de captação de energia solar e poderá ficar prejudicada, o que também diminui a liquidez.

Consumo Consciente

Para Viana, a lei é muito interessante e tem um apelo bastante forte. Já para o vice-presidente do Secovi, ninguém pode ser contra medidas de sustentabilidade na economia, mas o problema desta lei é que foi imposta e sem um amplo debate.

O risco de os brasileiros passarem por outro racionamento de energia pode chegar a 32% em 2011, caso medidas concretas não forem tomadas, segundo o Instituto Acende Brasil, formado por investidores de energia elétrica.

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Diante deste cenário, adotar o aquecimento solar pode ser uma alternativa para o seu bolso e uma medida de consumo consciente, para garantir o abastecimento do recurso.