Com instabilidades no quadro interno e externo, risco país dispara nesta sessão

Alta do petróleo, bons indicadores nos EUA e derrota do governo no Senado provocam nervosismo nos investidores

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SÃO PAULO – Em dia de nervosismo no mercado, os títulos da dívida externa brasileira operam em forte queda e o risco país ultrapassa a barreira dos 700 pontos base. Tanto os papéis brasileiros quanto o risco país estão sendo afetados por uma combinação de fatores externos e internos, que estão deixando os investidores internacionais apreensivos e afetando o fluxo de capital.

Petróleo e juro dos EUA pressionam títulos

Neste sentido, a perspectiva de alta do juro dos Estados Unidos no curto prazo volta a chamar a atenção dos investidores, pois na manhã desta quinta-feira, o número de pedidos de auxilio-desemprego na economia norte-americana foram divulgados e ficaram abaixo do esperado pelos analistas.

Desta maneira, bons indicadores dão mais um sinal de recuperação do mercado de trabalho nos EUA, e reforçam a expectativa de elevação do juro norte-americano já nos próximos meses. Vale ressaltar que uma taxa básica de juro mais alta nos Estados Unidos dificulta a atividade econômica em todo o mundo e tira a atratividade de investimentos em países emergentes, como é o caso do Brasil.

Já a alta do petróleo, além de elevar o risco de um aumento do preço de combustíveis no Brasil, traz preocupações adicionais sobre pressões inflacionárias ou de desaceleração econômica nos países ricos.
Derrota do governo no Senado preocupa

No cenário interno, os investidores reagem com pessimismo às duas derrotas políticas do governo na última quarta-feira no Congresso, a primeira em relação a medida provisória dos bingos e a segunda sobre a instalação da comissão do salário mínimo.
O governo certamente sairá abalado, pois no caso dos bingos, não obteve nem o voto de membros de sua própria base, visto que alguns petistas não compareceram à votação, além de não contar com o apoio de aliados de peso, como Sarney e ACM.

Títulos operam em queda

Com isso, o principal título da dívida externa brasileira, o C-Bond, opera

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em baixa de 1,97%

na tarde desta quinta-feira, cotado a

90,00
centavos de dólar.

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Por sua vez, outros títulos da dívida reestruturada brasileira, como o Par Bond e o Discount Bond, acompanham a tendência de C-Bond.

O Par Bond

cai 1,92%,

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cotado a
76,50
centavos de dólar,
enquanto o Discount Bond mostra desvalorização de 1,12%, cotado a 77,75 centavos de dólar.

Já dentre os principais bônus globais, o destaque fica com o Global 20, que mostra baixa de 6,54%.

Risco país sobe

Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil
calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan opera a 709 pontos base, um aumento de 47 pontos base em relação ao último fechamento.
Confira abaixo as cotações dos principais ativos da dívida externa brasileira:

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Ativo Último Fech. Anterior Var %
C-Bond 90,00 91,81 -1,97
Par Bond 76,50 78,00 -1,92
Discount Bond 77,75 78,63 -1,12
Global 06 105,38 106,19 -0,76
Global 07 105,50 106,25 -0,71
Global 08 100,50 101,00 -0,50
Global 09 114,25 116,63 -2,04
Global 27 84,38 87,75 -3,84
Global 40 89,19 92,25 -3,32