Com instabilidade da bolsa, fundos de ações têm fraca captação em março

Já os fundos de renda fixa, que têm maior participação no PL da indústria, ficam na liderança das captações até 24 de março

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SÃO PAULO – A categoria Ações deve encerrar o terceiro mês do ano com a pior captação líquida da indústria de fundos no período. Segundo os dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) a categoria ações acumulava, até 24 de março, saídas de capital de R$ 211,9 milhões.

As principais subcategorias responsáveis pelo desempenho negativo dos fundos de ações são Ações Ibovespa Ativo, que contou com retiradas líquidas de R$ 109,26 milhões, e Ações Setoriais Privatização Vale – Recursos Próprios, que até a data de referência acumulava captação negativa de R$ 115,66 milhões em março.

Além da categoria de ações, a categoria Exclusivos Fechados também acumulava até dia 24 um fluxo negativo de R$ 1,45 milhão. Vale lembrar que os dados de captação não estão disponíveis para a categoria de fundos Imobiliários.

Renda Fixa
Por outro lado, a categoria Renda Fixa aparece nos dados da Anbima com a maior captação líquida, de R$ 6,213 bilhões. Com as novas entradas, os fundos de Renda Fixa atingem um patrimônio líquido de R$ 404,84 bilhões – ou 27,32% do patrimônio da indústria brasileira de fundos.

Da mesma forma, os saldos entre as entradas e retiradas de capital ficaram positivos para as categorias Curto Prazo e Multimercados, que registravam até a data de referência captação líquida de R$ 2,979 bilhões e R$ 2,310 bilhões, respectivamente.

A captação líquida da indústria até dia 24 de março ficou em R$ 14,04 bilhões no mês, levando o total anual para R$ 30,739 bilhões.