Com indicadores conflitantes, bolsas dos EUA fecham sem tendência definida

S&P 500 e Dow Jones fecham em alta; mercado aguarda sinais mais consistentes da recuperação econômica norte-americana

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SÃO PAULO – Em uma sessão marcada pela divulgação de vários indicadores econômicos conflitantes e com bons resultados corporativos das empresas de varejo, as bolsas norte-americanas encerram a sessão desta quinta-feira sem tendência definida.

Initial Claims registra nova baixa na semana

O número de pedidos de auxílio desemprego na semana finalizada em 02 de agosto registrou uma queda de 3 mil pedidos, chegando a 390 mil pedidos. O nível alcançado é o menor em seis meses nos Estados Unidos, sinalizando que o mercado de trabalho do país começa a se estabilizar.

A queda no número de pedidos surpreendeu os investidores, já que o consenso dos analistas era que houvesse um aumento de 8 mil solicitações. Vale destacar que o índice revisado da semana anterior chegou a 393 mil pedidos.
Reforçando a impressão de uma pequena melhora no mercado de trabalho, o Departamento de Trabalho informou que a média quadrissemanal dos pedidos, que exclui as flutuações semanais caiu de 410 mil para 397.250 pedidos, nível mais baixo desde o montante de 399 mil observado em fevereiro.
Segundo os analistas, o relatório sugere que a taxa nacional de desemprego, que atingiu a maior alta em nove anos quando registrou 6,4% em junho, e que se encontra em 6,2% atualmente, também deve cair.

Produtividade aumenta e custo por trabalhador cai

A produtividade dos trabalhadores norte-americanos aumentou em um ritmo mais acelerado em nove meses durante o segundo trimestre de 2003, mostrando que as empresas reduziram 170 mil postos de trabalho e, mesmo assim, não tiveram dificuldades para atender à crescente demanda nacional por bens e serviços.

A produtividade das empresas, excluindo as empresas do setor agrícola, cresceu 5,7% no período de abril a junho, o que correspondeu ao maior salto na produtividade desde o primeiro trimestre de 2002. O aumento da produtividade barateou o custo da mão-de-obra no período. Os custos por trabalhador caíram 2,1%, após terem aumentado 2% no primeiro trimestre do ano corrente.

Os números surpreenderam os investidores, uma vez que o consenso era de crescimento de 4,6% da produtividade no período. A maior produtividade refletiu a acentuada queda nas horas trabalhadas, que declinaram 2,2%.

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Estoques do atacado mantém-se inalterados

Segundo o Departamento de Comércio norte-americano, o Wholesale Investories, indicador que mede as vendas e os estoques do setor atacadista dos EUA, manteve-se inalterado em junho conforme as projeções do mercado, no nível sazonalmente ajustado de US$ 289,05 bilhões. A média estoque/vendas, que avalia em quantos meses os estoques serão consumidos, ficou em 1,22 em junho.

As vendas no atacado cresceram 1,5% em junho atingindo US$ 237,52 bilhões impulsionadas pela venda de automóveis, de equipamentos elétricos e de subprodutos de petróleo. A alta do indicador em junho ficou acima da queda do índice revisado de 0,2% em maio, e é o maior aumento desde o avanço de 1,6% registrado em abril de 2002.

Consumer Credit desaponta investidores

Também foi divulgado na tarde desta quinta-feira o indicador Consumer Credit, índice que mede o total de crédito concedido ao consumidor norte-americano, com dados referentes ao mês de junho de 2003.

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O total de crédito registrou queda de US$ 400 milhões para US$ 1,731 trilhões em junho, muito abaixo das expectativas que apontavam para um aumento de US$ 6 bilhões, e abaixo também do índice revisado de maio, que registrou variação de US$ 7,3 bilhões.

Vendas no varejo aumentam nos Estados Unidos

As vendas entre as maiores varejistas dos EUA registraram um crescimento acima das estimativas em julho, devido às promoções realizadas pelo segmento e pela elevação nas temperaturas.

As vendas da Target, segunda maior varejista depois da Wal-Mart, subiram 3,1% em julho nas lojas abertas há mais de um ano, superando a previsão de alta de 2,1% dos investidores. As vendas totais alcançaram US$ 3,3 bilhões em julho, um aumento de 10,9% com relação ao mesmo período do ano anterior. Com isso, os papéis da empresa fecharam em alta de 1,01%.

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Por sua vez, as vendas da Sears Roebuck, terceira maior varejista dos Estados Unidos, caíram 0,8% em lojas abertas há um ano no mês de julho, o que ainda foi inferior à queda de 1,8% prevista pelos analistas. As vendas em todas as lojas caíram 0,3%, chegando a US$ 1,917 bilhão. As ações da Sears fecharam a sessão em baixa de 0,04%.

A Federated Department Stores registrou queda de 0,4% em julho nas vendas em lojas abertas há mais de um ano, enquanto que as vendas totais recuaram 0,5% no mês, para US$ 963 milhões. A companhia, que opera as redes Macy’s e Bloomingdale’s, disse prever lucro de US$ 0,60 a US$ 0,63 por ação no terceiro trimestre, acima das projeções anteriores. Ainda assim, os papéis da rede registraram alta de 4,68%.

A Penney, que no Brasil opera as lojas Renner, por outro lado , disse que suas vendas em lojas abertas há mais de um ano avançaram 3,7% em julho, enquanto as vendas totais cresceram 2,1%, para US$ 932 milhões. Na Gap as vendas em lojas abertas há mais de um ano subiram 9% em julho e as vendas totais avançaram 12%, para US$ 1,1 bilhão.

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Wal-Mart eleva estimativas de lucro para o 2º trimestre

A rede de varejo norte-americana Wal-Mart elevou suas estimativas de lucro para o segundo trimestre de 2003 após informar que suas vendas cresceram acima das expectativas no mês de julho.

A empresa reportou vendas líquidas para o período de quatro semanas encerrado em 01 de agosto do ano corrente, de US$ 18,63 bilhões, um aumento de 11,9% frente aos US$ 16,655 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior. As vendas para o período de vinte e seis semanas foram US$ 120,587 bilhões, um aumento de 10,5% frente às vendas do mesmo período do ano anterior.

A empresa previu que deverá fechar o trimestre com lucro líquido US$ 0,52 por ação, acima do ganho de US$ 0,50 por ação previsto pelo mercado. O balanço final deverá ser divulgado na próxima quarta-feira.

A Wal-Mart informou ainda que suas vendas cresceram 4,6% com relação às lojas abertas a mais de um ano, no período de quatro semanas encerrado em 01 de agosto. Esse desempenho superou as estimativas de aumento de 3,7% nas vendas. Tendo em vista este resultado, as ações da Wal-Mart encerraram a sessão em alta de 2,26%.

Bolsas encerram sem tendência definida

Os principais índices acionários norte-americanos fecharam sem tendência definida. O índice S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, fechou em alta de 0,73% a 974 pontos, acumulando no ano forte alta de 10,72%.
O Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, encerrou o pregão em valorização de 0,71% atingindo 9.126 pontos e subindo 9,41% no ano. Por outro lado, o Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, apresentou queda de 0,03% hoje, chegando a 1.652 pontos e acumulando no ano forte alta de 23,71%.


%Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
S&P 500 +0,73 974 -3,35 +10,72
Dow Jones +0,71 9.126 -1,05 +9,41
Nasdaq C -0,03 1.652 -5,40 +23,71