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SÃO PAULO – Em meio ao pior cenário dos últimos 25 anos no mercado norte-americano de veículos, a Moody’s optou por cortar os ratings de dívida de duas das três maiores montadoras dos Estados Unidos, que agora possuem a segunda nota mais baixa da classificação. Dessa forma, os ratings da General Motors e da Chrysler passam de “Caa2” para “Ca”.
Conforme comunicado da agência de classificação de risco, houve uma deterioração das perspectivas para as duas automobilísticas, de forma que o corte reconhece “uma maior probabilidade de reestruturação na folha de balanço, o que resulta em perda para os atuais credores”.
No caso da Chrysler, a questão é ainda pior, com a Moody’s ressaltando a possibilidade da companhia não ter caixa suficiente para financiar suas operações até o primeiro trimestre de 2009, se o governo norte-americano não oferecer a esperada ajuda à indústria.
Apesar das ações de rating nessas montadoras, a Ford ficou de fora do rebaixamento, sendo considerada a menos afetada dentre as três. Para a Moody’s, a companhia tem liquidez suficiente para honrar os pagamentos nos próximos 12 meses, mantendo seu rating inalterado em “Caa1”. Contudo, a perspectiva é negativa.
Pedidos de ajuda
Esta semana veio coroar um período difícil para as “três grandes de Detroit”, com as automobilísticas preparando planos de reestruturação e medidas de redução de custo, em busca de uma ajuda governamental – que até agora não veio. Com um novo encontro no Congresso marcado para a próxima sessão, Ford, GM e Chrysler já colocaram as cartas na mesa.
As piores condições são realmente da GM e da Chrysler. Conforme informações apresentadas ao Congresso dos Estados Unidos na última terça-feira (2), a primeira precisa de US$ 4 bilhões imediatamente, ou não consegue fechar o ano; ao todo, a GM pede por uma ajuda de US$ 18 bilhões. Já a Chrysler pediu US$ 7 bilhões, imprescindíveis para continuar a operação no primeiro trimestre de 2009.
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Nesta manhã, há mais rumores sobre as duas montadoras. Conforme reportagem da Bloomberg, tanto a GM quanto a Chrysler estariam considerando entrar com pedido de concordata para poderem ter acesso a recursos do governo norte-americano.
No caso da Ford, a situação parece melhor. A companhia pede um total de US$ 9 bilhões, tendo, contudo, esperanças de realizar um plano de reestruturação sem a necessidade de utilizar esse capital.