Com impulso dos bancos e agenda positiva, bolsas dos EUA fecham em alta

Índices marcam segunda sessão consecutiva de ganhos; alta demanda por títulos portugueses trouxe maior ânimo ao mercado

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SÃO PAULO – Os principais índices de ações dos Estados Unidos fecharam em alta pela segunda sessão seguida nesta quarta-feira (12). Enquanto a oferta de títulos de Portugal foi bem sucedida, perspectivas positivas para os lucros de grandes bancos foram publicados por corretoras. A agenda econômica trouxe a divulgação do Livro Bege, que corroborou para a maior alta dos índices desde agosto de 2008.

O índice S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, fechou em alta de 0,90% a 1.286 pontos. O Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, encerrou o pregão em valorização de 0,75% atingindo 2.737 pontos, enquanto o Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, apresentou alta de 0,72% chegando a 11.755 pontos.

% Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
 S&P 500 +0,90 1.286 +3,67 +2,25 
 Nasdaq +0,75 2.737 +4,28 +3,18 
 Dow Jones +0,72 11.755 +2,86 +1,54 

O dado mais importante da agenda foi a divulgação do Livro Bege do Federal Reserve, qual apontou que a economia norte-americana demonstrou sinais de melhora moderada no final do último ano, impulsionada pelas condições do setor manufatureiro, varejo e serviços não-financeiros. A maioria dos distritos destacou que os empresários se mostraram otimistas, mas ainda com certa cautela em relação ao cenário macroeconômico e perspectivas do país.

Divulgado no final da tarde, o Treasury Budget mostrou um déficit de US$ 80 bilhões no orçamento do governo norte-americano em dezembro, de acordo com o Tesouro dos Estados Unidos. O resultado veio em linha com as projeções feitas pelo mercado e mostrou melhora na base mensal e anual.

No noticiário político, o secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner, afirmou que a moeda chinesa está substancialmente desvalorizada e criticou a lentidão das medidas de Pequim para cumprir a reforma cambial. Os comentários foram feitos em discurso antes da visita do presidente chinês, Hu Jintao, na próxima semana.

Bancos em foco
Além da bem sucedida venda de títulos de Portugal, o Wells Fargo elevou a recomendação do setor financeiro de ‘market weight’ para ‘overweight’, a fim de refletir os lucros por ação do setor no índice S&P 500. Desta forma, as ações de Bank of America e Morgan Stanley avançaram 2,04% e 2,68%, nesta ordem.

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Enquanto isso, as ações do JPMorgan Chase subiram 2,55%, após o CEO (Chief Executive Officer) da instituição, Jamie Dimon, afirmar que gostaria de ampliar a distribuição de dividendos do banco de US$ 0,75 para US$ 1,00. A instituição aguarda sua aprovação nos testes de stress do Federal Reserve.

O Goldman Sachs, por sua vez, teve sua recomendação reduzida de overweight para neutra pelo JP Morgan Chase. No entanto, as ações ganharam 1,36% na sessão. Para o JPMorgan, os bancos europeus estão melhor posicionados que os norte-americanos, dada a performance 16% superior dos primeiros desde julho de 2010.

Outros destaques
A AIG anunciou ter aceitado a proposta de US$ 2,16 bilhões para vender de sua subsidiária em Taiwan, Nan Shan Life, a um consórcio local liderado pelo Grupo Ruentex. As ações da companhia recuaram pouco mais de 1%.

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Entre as grandes valorizações, destaque para a ITT, com alta de 16,55%. A diretoria da empresa aprovou a divisão da manufatura em três companhias abertas em bolsa, separadas por negócios de defesa e informação, sua unidade de tecnologia aquática e seus negócios de produtos industriais. Segundo a companhia, a divisão acontecerá antes do fim do ano.

Notícias externas
O governo português emitiu € 1,249 bilhão em dívida de longo prazo nesta quarta-feira. A procura disparou no prazo mais longo para 3,2 vezes a oferta. Foram colocados € 650 milhões em títulos com vencimento de 4 anos, os quais rendem juros de 5,396% ao ano, e mais € 599 milhões em papéis com vencimento em 2020 e juros anuais de 6,716%.