Com GM em destaque, principais bolsas dos EUA fecham em forte baixa

Papéis da empresa têm recomendação rebaixada e registram perda de 15%; petróleo também penaliza os negócios

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SÃO PAULO – Farto noticiário corporativo e novo recorde no preço do petróleo fizeram as principais bolsas norte-americanas fecharem no vermelho nesta quarta-feira (2). O grande destaque ficou com a desvalorização de 15% dos papéis da automobilística GM.

A General Motors, empresa que na véspera ajudou o mercado com vendas melhores que o projetado pelos analistas, fechou a sessão desta quarta-feira com expressivas perdas, depois que a recomendação de seus papéis foi rebaixada de “compra” para underperform (abaixo da média do mercado) pelo banco de investimentos Merrill Lynch.

Junto com a nova recomendação, analistas do banco diminuíram o preço-alvo dos ativos da empresa de US$ 28 para US$ 7 por ação. Em resposta, os papéis despencaram e encerraram o dia com desvalorização de 15,06%.

Setor de Transportes

Com novo recorde no preço do barril de petróleo, os setores mais sensíveis ao aumento do combustível mostraram fraco desempenho em Wall Street. Em foco ficaram os papéis de Continental Airlines, com queda de 11,24% e AMR que, para conter o prejuízo causado pelo aumento no preço da commodity, anunciou cortes de 900 tripulantes e encerrou o pregão com baixa de 4,74%.

O preço barril de petróleo já subiu 50% este ano. Com alta de 1,85% no seu preço, o barril fechou o dia a US$ 144,01 em Nova York.

Notícias corporativas

No início do dia, os bancos de investimentos UBS (-2,56%) e Deutsche Bank (+2,44%) anunciaram que não precisam de maiores captações no mercado. Junto com a notícia, o Deutsche Bank ainda divulgou perspectivas positivas acerca de seu próximo resultado trimestral.

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Ademais, rumores de que a Microsoft (-3,68%) não teria perdido o interesse pelo Yahoo! (+3,37%) ajudaram o mercado, mas projeções pessimistas para a próxima leva de resultados corporativos de instituições financeiras, divulgadas pelos analistas da Oppenheimer, bateram de frente e ameaçam estragar o bom humor do mercado.

Agenda

O dia ainda contou com a divulgação do ADP Employment Report, que registrou a redução de 79 mil vagas no setor privado do país nos últimos dois meses. O número surpreendeu negativamente os analistas, que projetavam queda de 20 mil postos de trabalho.

Já o Factory Orders marcou em maio uma alta levemente superior às expectativas do mercado.

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Às 11h30, foi divulgado o nível de estoques de petróleo semanal dos EUA, entre as semanas terminadas em 20 e 27 de junho. O nível dos estoques de óleo bruto no país caiu em 2 milhões de barris, superando as expectativas majoritárias do mercado, que giravam em torno de um recuo de 700 mil barris.

Acompanhe o fechamento


O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, fechou em baixa de 2,32% a 2.251 pontos, acumulando no ano forte baixa de 15,11%.
O S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, encerrou o pregão em desvalorização de 1,82% atingindo 1.262 pontos e caindo 14,09% no ano,
enquanto o Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, apresentou queda de 1,47% chegando a 11.216 pontos e acumulando no ano forte baixa de 15,45%.


%Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
Dow Jones -1,47 11.216 -10,30 -15,45
S&P 500 -1,82 1.262 -8,96 -14,09
Nasdaq -2,32 2.251 -9,64 -15,11