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SÃO PAULO – A baixa renda liderou o aumento dos gastos com alimentos, bebidas, produtos de limpeza e higiene no ano passado. Esse segmento da população também foi o que mais desembolsou com esses itens, de acordo com pesquisa realizada pela Kantar WorldPanel (ex-LatinPanel).
De acordo com o levantamento, as classes D e E gastaram 21% a mais nesse conjunto de produtos. Em 2009, esse segmento da população passou a colocar 37 categorias de produtos no carrinho. Um ano antes, a baixa renda comprava 34 categorias com regularidade.
Os temperos industrializados, o leite em pó, os cremes e loções foram os itens que incrementaram o consumo dessas famílias. “Com esse salto, as famílias do estrado D e E passaram a ter um carrinho de compras equivalente ao das famílias de classe C”, considerou, por meio de nota, a diretora comercial da Kantar, Christine Pereira.
Outras classes econômicas
A classe C também expandiu o consumo no ano passado, mas em percentual menor que o das classes D e E. Frente a 2008, a considerada nova classe média aumentou em 17% os gastos com os itens analisados pela pesquisa. Já as classes A e B desembolsaram 14% a mais, no mesmo período.
Em volume, as classes D e E aumentaram o consumo de bens não duráveis. Em média, esse segmento da população comprou 21% a mais desse tipo de produto em 2009. Na classe C, o aumento foi de 13% e, nos segmentos mais abastados da população, de 14%, na comparação com 2008.
Consumo por regiões
A pesquisa analisou os hábitos de compra de mais de 80 categorias de produtos essenciais em uma amostra que representa 45,9 milhões de domicílios do País – ou seja, 90% do potencial de consumo domiciliar do mercado brasileiro.
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Nesse levantamento, as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste se destacaram como as que mais consumiram no ano passado em volume. Nessas regiões, a elevação da quantidade de produtos consumidos foi de 14%. A região Sul apresentou um incremento de 11%.
Na Grande São Paulo, o consumo aumentou 3% em quantidade – o menor percentual verificado pela pesquisa. O interior do estado paulista cresceu um pouco mais em quantidade de produtos comprados: 7%.
Já na Grande Rio de Janeiro, a elevação foi de 12%. O litoral e o interior do estado registraram crescimentos de 8%.