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SÃO PAULO – O dólar comercial conheceu nesta quinta-feira (2) seu terceiro dia consecutivo de fechamento no campo negativo. A forte desvalorização vista nesta sessão, de 0,86%, fez com que a moeda encerrasse cotada a R$ 1,732 na venda, renovando seu menor patamar alcançado desde 3 de maio deste ano, quando terminou negociado a R$ 1,731. Com a queda, a divisa norte-americana também passa a registrar variação negativa em 2010.
Embora o dia não tenha sido positivo no mercado doméstico – o Ibovespa registrava perdas próximas de 0,5% próximo do fechamento -, os investidores estrangeiros demonstraram maior apetite para tomada de posições de maior risco, sobretudo após a divulgação de indicadores positivos da economia norte-americana. Esse cenário contribui para a depreciação da divisa, que acaba perdendo atratividade como investimento em momentos de maior euforia.
Panorama doméstico
No front doméstico, repercutiram os dois anúncios realizados na noite anterior. O primeiro refere-se à decisão do Copom (Comitê de Política Monetária), que optou por manter a taxa básica de juro em 10,75% ao ano, decisão que veio em linha com o consenso do mercado. Já o segundo refere-se à capitalização da Petrobras (PETR3, PETR4), por conta da divulgação do preço do barril de petróleo da cessão onerosa à empresa, estabelecido em US$ 8,51 na média.
Ainda por aqui, destaque para mais uma intervenção anunciada pelo Banco Central no mercado cambial à vista, por meio de um leilão de compra de dólares. A operação ocorreu entre as 12h24 e as 12h34 (horário de Brasília) e contou com uma taxa de corte aceita em R$ 1,7354.
Referências na agenda dos EUA
Na agenda norte-americana, o Initial Claims registrou um total de 472 mil novos pedidos de auxílio desemprego na semana passada, pouco melhor que o esperado pelos analistas, cujas projeções giravam em torno de 475 mil. Já o número de contratos de compra e venda de casas nos EUA apresentou avanço de 5,2% em julho, melhor que as expectativas, que apontavam estabilidade.
Esses números conseguiram ofuscar o desempenho aquém do esperado do volume de encomendas à indústria norte-americana, que recuou 0,1% em julho, enquanto a expectativa era de alta de 0,3%. Além disso, o indicador que mede a produtividade no mercado de trabalho da economia norte-americana caiu 1,8%, pior que o recuo de 1,7% esperado por analistas.
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Dólar a R$ 1,732
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,7300 na compra e R$ 1,7320 na venda, forte baixa de 0,86% em relação ao fechamento anterior. Com esta queda, o dólar acumula desvalorização de 1,42% em setembro, frente à alta de 0,06% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 0,53%, invertendo a tendência positiva registrada até o pregão da véspera.
Dólar futuro na BM&F também fechou em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em outubro encerrou o dia cotado a R$ 1.741, forte baixa de 0,85% em relação ao fechamento de R$ 1.756 da última quarta-feira. O contrato com vencimento em novembro, por sua vez, fechou em forte baixa de 0,79%, atingindo R$ 1.756 frente à R$ 1.770 do fechamento de quarta-feira.
O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,7341000.
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FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,65 para novembro de 2010, 0,02 ponto percentual acima do que foi registrado na sessão anterior.