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SÃO PAULO – O pessimismo não dá trégua e o dólar dá continuidade à escalada frente ao real nesta sexta-feira (5), conseqüência da forte aversão ao risco dos investidores. A mesma tendência é vista frente a outras divisas de referência global, como euro, libra esterlina e franco suíço.
Mesmo com disparada da divisa norte-americana, o Banco Central ainda não anunciou nenhuma operação de leilões de dólares nesta sessão. Segundo Sidnei Moura Nehme, diretor da corretora de câmbio NGO, a forte alta é fruto também da reação dos investidores frente a tal postura da instituição.
“Entendemos que é bastante evidente que os instrumentos “swaps” e “swaps reversos” para conter a alta ou a baixa da taxa de dólar, respectivamente, são totalmente ineficazes quando os movimentos decorrem absolutamente de movimentos especulativos, e acabam causando efeito inverso ao objetivado”, afirmou em relatório.
Temores de recessão
Reconhecido como uma das mais importantes referências sobre a economia norte-americana, o Relatório de Emprego revelou o fechamento de 533 mil vagas no mês de novembro, muito acima das estimativas do mercado, de 335 mil.
O recuo reportado foi o maior desde 1974 e empurrou a taxa de desemprego de 6,5% para 6,7%, seu patamar mais alto em 15 anos. Assim, a percepção de que a maior economia do mundo está em recessão cresceu.
Confira as cotações
O dólar comercial opera cotado a R$ 2,6170 na compra e R$ 2,6190 na venda, forte alta de 4,43% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana opera negociada a R$ 2,5000, representando um deságio de 4,47% em relação ao dólar comercial.
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Com esta alta, o dólar acumula valorização de 12,89% em dezembro, frente à alta de 7,41% registrada no mês passado. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 47,47%.
Dólar futuro na BM&F também opera em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em janeiro opera cotado a R$ 2.635, enquanto o contrato com vencimento em fevereiro atinge R$ 2.650.