Com fim das sanções, Brasil espera triplicar comércio com Irã em cinco anos

As expectativas são de que, ainda neste primeiro semestre, ocorra a primeira reunião de uma comissão mista de temas econômicos com representantes dos dois governos, em Brasília

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SÃO PAULO – A revogação das sanções dos Estados Unidos e União Europeia contra o Irã abriu oportunidades para o Brasil intensificar seus planos para relações bilaterais com Teerã. Conforme informou o jornal Folha de S. Paulo nesta terça-feira (19), o governo brasileiro estima que o país triplicará a corrente de comércio com o parceiro asiático em um prazo de cinco anos, após 2015 marcar trocas de US$ 1,67 bilhão — 30% inferior ao volume registrado em 2011, antes das sanções e no auge das relações entre os dois países.

A projeção foi dada pelo próprio ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Armando Monteiro, ao jornal paulista. O chefe da pasta esteve no comando de uma missão com 33 empresas e entidades setoriais brasileiras que visitou o Irã em outubro. As expectativas são de que, ainda neste primeiro semestre, ocorra a primeira reunião de uma comissão mista de temas econômicos com representantes dos dois governos, em Brasília. Na visão de especialistas, as relações diplomáticas cordiais entre os países pode facilitar o desenrolar dos acordos. Hoje, commodities como carnes, milho e soja representam mais de 98% dos produtos exportados pelo Brasil ao Irã — e o cenário deve seguir similar.

As sanções antigas atrapalhavam as exportações brasileiras a Teerã, muito por conta das dificuldades impostas a operações bancárias. Com medo de punições vindas dos EUA e da Europa, era comum a necessidade de se recorrer a terceiros países para confirmar as transações.

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Responsável pela cobertura de política do InfoMoney, coordena o levantamento Barômetro do Poder, apresenta o programa Conexão Brasília e o podcast Frequência Política.