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SÃO PAULO – Na última segunda-feira (10), rumores de mercado apontavam que grandes empresas chinesas do setor petrolífero, como PetroChina, Sinopec e CNOOC (China National Offshore Oil Corporation) estariam dispostas a investir cifras bilionárias na camada do pré-sal brasileira, através, segundo fontes, pela compra da participação da portuguesa Galp.
Além disso, segundo o jornal chinês China Daily, o presidente da CNOOC, Fu Chengyu, confirmou que a empresa está interessada em gastar no prazo de quatro anos entre US$ 121 bilhões e US$ 151 bilhões na compra de participações de grupos estrangeiros ligados ao setor de petróleo e em novos pontos de produção.
Em meio a tantos rumores, Christian Audi e Vicente Falanga Neto, da equipe de análise do Santander, não descartam a possibilidade destes investimentos chineses embarcarem direto no Brasil, e, por conta desta expectativa bastante provável, destacam os ganhos potenciais que OGX (OGXP3) e HRT (HRTP3) incorporarão com a venda da participação dos campos sob concessão aos investidores estrangeiros.
Grande potencial de valorização
Na visão da equipe, a venda dos blocos é vital para as duas empresas e resume o case de investimento dos papéis, visto o potencial de valorização das ações em função do processo.
Com base em um preço entre US$ 4,00 e US$ 6,00 por barril de óleo equivalente para a OGX, o Santander vê um upside de 41% até 105% aos papéis estipulando todos os processos de concessão envolvendo a companhia. Para a HRT, ao preço de US$ 4,10, o potencial fica entre 2% e 34%.
Por conta das perspectivas extremamente positivas para as duas companhias, tendo em vista a conclusão do farm-out, a equipe recomenda compra para as duas ações, com preços-alvo de R$ 33,00 para a OGX e R$ 1.980 para a HRT.