Publicidade
SÃO PAULO – O indicador de risco-País encerrou a sessão desta terça-feira (8) em alta de quatro pontos-base, atingindo 251 pontos. Apesar da ausência de indicadores na cena norte-americana, a sessão contou com a repercussão do discurso de Bernanke e o noticiário europeu. Também influenciou a pauta do dia o início da reunião da autoridade monetária brasileira.
Na noite da véspera, Ben Bernanke afirmou que a recuperação econômica dos Estados Unidos está tomando força e que considera acertadas as medidas tomadas pelos líderes europeus. Por outro lado, o presidente do banco central norte-americano ressaltou que a autoridade monetária tem acompanhado de perto a crise europeia, principal fonte de preocupações dos mercados nos últimos meses, e demonstrou preocupação sobre a taxa de desemprego dos EUA, atualmente em 9,7%.
Apesar disto, a previsão feita pela agência de classificação de risco Fitch, de que a redução do déficit orçamentário projetada pelo Reino Unido para os próximos quatro anos não é o bastante para assegurar a saúde da situação fiscal vivida pelo país, acrescentou pessimismo ao mercado. Analistas avaliaram que os planos de austeridade britânicos devem ser mais severos do que o anunciado pelo premiê David Cameron, orçado em £ 6 bilhões para este ano. A recomendação da Fitch é que o país reduza os empréstimos que toma em mais 1% do seu PIB (Produto Interno Bruto) por ano.
Ainda no cenário europeu, o primeiro-ministro da Hungria anunciou novas medidas de austeridade no país, incluindo corte de salários da função pública e revisão do sistema fiscal.
Por aqui, as atenções ficaram com o primeiro dia da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central). A expectativa do mercado é de que a autoridade monetária brasileira anuncie novamente uma elevação na taxa básica de juro do País. O desfecho do encontro será na sessão de quarta-feira (9).
Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em baixa de 0,41% na noite desta terça-feira, cotado a 131,85 centavos de dólar.
Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 251 pontos-base.
Continua depois da publicidade
Confira abaixo as cotações dos principais ativos da dívida externa brasileira:
| Ativo | Último | Fech. Anterior | Var % |
|---|---|---|---|
| Global 40 | 131,85 | 132,40 | -0,41 |