Com exportações em queda, bancos japoneses poderão ficar sem lucro, diz Pimco

"A economia japonesa se deteriorou numa velocidade sem precedentes nos últimos meses", afirmou Koyo Ozeki

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SÃO PAULO – Desde que a crise financeira atingiu a economia japonesa, cerca de ¥ 200 trilhões (US$ 2 trilhões) foram dizimados dos mercados acionários no Japão, ao passo que investidores estrangeiros cobriam posições em outras bolsas. Devido também à elevada alavacangem do setor imobiliário, explicitadas pelas falências de construtoras com o agravar da crise, a recessão no país acabou sendo uma decorrência.

“A economia japonesa se deteriorou numa velocidade sem precedentes nos últimos meses”, afirmou Koyo Ozeki, presidente da divisão Ásia-Pacífico da Pimco, e resume o olhar frente ao momento enfrentado por seu país. Para basear a tese, o executivo cita o forte declínio das exportações de automóveis no Japão, considerado por ele como um “barômetro da economia japonesa”.

Lucro zero no setor financeiro?

Extremamente dependente da demanda externa, a economia japonesa vê uma contração muito mais rápida do que a esperada pela anteriormente pelos analistas, ao passo que a desaceleração do comércio mundial dizima qualquer rendimento previsto. Tal declínio poderá levar ao aumento da inadimplência bancária, reduzindo a liquidez do setor financeiro no país.

Por último, as palavras de Ozeki sobre o horizonte não trazem alivio: “se as falências nas corporações atingirem 1,5% do PIB (Produto Interno Bruto), os custos de crédito chegarão a um patamar que apagará qualquer lucro dos bancos”, estima, citando ainda que o nível atual encontra-se dentro do intervalo de 1,1% a 1,2% do PIB.