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SÃO PAULO – Os principais contratos de petróleo encerraram esta segunda-feira (28) em queda no mercado internacional, com a expectativa de que a produção na Líbia seja retomada antes do previsto. Dessa forma, as cotações do contrato negociado em Nova York recuaram para o nível mais baixo em uma semana.
A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 114,80 no pregão desta segunda-feira, baixa de 0,68% em relação ao último fechamento. O contrato com vencimento em maio, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, fechou cotado a US$ 103,98 por barril, configurando uma baixa de 1,34% frente ao fechamento anterior.
Rebeldes retomam o controle
O ditador Gaddafi vem perdendo força na Líbia e após inúmeras ofensivas e avanço de suas tropas, os manifestantes líbios retomaram o poder em algumas áreas importantes no país, com destaque para regiões de posição estratégica para a exportação de petróleo. Esse cenário trouxe uma nova esperança ao mercado de que o fornecimento da commodity pode ser retomado.
Ainda assim, muitos analistas ressaltam inúmeros problemas logísticos e não apostam em um grande volume de óleo exportado. O Catar ofereceu apoio à Líbia, sobretudo na venda do óleo.
Cautela no setor
“O segundo trimestre parece diferente para as commodities agora”. Essa é a opinião do UBS para os materiais básicos nos próximos meses, levando em conta algumas mudanças no cenário, como a crise na região do MENA (sigla em inglês para a região do Oriente Médio e Norte da África), os problemas decorrentes do desastre no Japão e a diminuição da velocidade da atividade na China.
Com isso, de acordo com o banco, as perspectivas para as commodities agora parecem menos animadoras, tendendo para um cenário lento nos próximos três a seis meses. Uma demanda menor e interrupções devem fazer com que os preços recuem dos patamares históricos vistos recentemente.
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Economia americana
Nos Estados Unidos, já considera-se a possibilidade de uma revisão do plano de estímulo econômico do país, o famoso QE2 (Quantitative Easing 2), diante de uma perspectiva mais positiva para a economia. Segundo o presidente do Federal Reserve de St. Louis, James Bullard, o Fomc (Federal Open Market Committee) poderá revisar o programa de estímulo quantitativo no seu encontro de abril, podendo decidir pelo fim do programa ou por uma para antes do que era previsto.
Outro dado que confirma essa tendência otimista é o número de contratos de compra e venda de casas nos EUA, que apresentou alta de 2,1% em fevereiro. O resultado do período foi acima das expectativas, que apontavam avanço de 0,3%. Além disso, o resultado ficou acima da variação vista em janeiro, quando o Pending Home Sales também apontara queda de 2,8%, conforme os números revisados.