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SÃO PAULO – O clima de instabilidade deve seguir nos mercados nesta quarta-feira (13), com os investidores de olho no front externo, especialmente no cenário Europeu.
Por lá, na Espanha, o primeiro-ministro Mariano Rajoy afirmou logo cedo, no Congresso, que a ajuda de € 100 bilhões que o país solicitou à Europa é “um empréstimo à banca e que a banca pagará”. Perante os deputados, Mariano Rajoy sublinhou que “o que os outros fizeram com dívida pública, nós faremos com ajuda europeia”. O chefe do executivo espanhol frisou ainda que a crise só terá solução “com mais Europa”.
Por sua vez, os mercados interpretam as declarações do presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, que falou no Parlamento Europeu, em Estrasburgo. Ele destacou que devem ser rapidamente adotadas as “propostas já em cima da mesa”, sobre os requisitos de capital para o setor bancário.
Já o primeiro-ministro italiano, Mario Monti, assegurou também nesta quarta-feira que a Itália “está tranquila” e que o aumento do prêmio de risco dos títulos públicos nos últimos dias se deve às “turbulências na Zona do Euro pela situação na Grécia”.
Em um comparecimento à Câmara dos Deputados, Monti explicou que “a dívida privada italiana é mais baixa que nos outros países e existe uma economia privada maior”, que os bancos “são estáveis e não sofrem com a especulação imobiliária e temos uma taxa de desemprego mais baixa, pelo que estamos tranquilos”.
“De fato, as incertezas seguem elevadas diante da aproximação das eleições gregas, agendada para este domingo” destaca Octavio de Barros, diretor de pesquisas e estudos econômicos do Bradesco.
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Segundo ele, ao longo do dia, as atenções deverão se voltar ainda para o resultado das vendas no varejo nos EUA, com a expectativa de que elas recuem em maio, reforçando o enfraquecimento da economia neste segundo trimestre.
Títulos públicos na Europa
Vale destacar que nesta data houve um fraco resultado nos leilões de dívida na Zona do Euro. Os governos de Itália e Alemanha pagaram mais juros para vender títulos públicos nesta jornada. O Tesouro alemão colocou € 4,04 bilhões em bônus de 10 anos a um rendimento médio de 1,52%, contra taxa de 1,47% do último leilão do mesmo tipo.
Já o governo italiano vendeu € 6,5 bilhões de dívida com maturidade em um ano. A remuneração dos papéis ficou em 3,972%, acima dos 2,34% da oferta realizada em maio. Depois do resgate de € 100 bilhões ao sistema bancário da Espanha, o mercado teme um efeito contágio à Itália.
Desta forma, os principais índices europeus abriram em queda. Destaque para Londres, com -0,02%, Paris com -0,26% e Frankfurt com -0,39%.