Com EUA e Grécia no radar, bolsas externas operam em terreno negativo

Agenda dos EUA traz dados de mercado de trabalho, enquanto 'novela' da dívida fiscal da Grécia ganha mais um capítulo

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SÃO PAULO – Iinfluenciado por notícias da Europa e da economia norte-americana, os mercados acionários externos operam majoritariamente em queda na sessão desta sexta-feira (3), dia marcado pela divulgação do relatório do emprego nos Estados Unidos e do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro.

De acordo com o analista do Danske Bank, Kasper Kirkegaard, a divulgação-chave do dia é o relatório de emprego dos EUA. Os recentes dados sobre o mercado de trabalho do país fizeram o banco revisar sua expectativa para o indicador de criação de vagas para 130 mil, ante 165 mil estimadas pelo mercado.

A preocupação com a economia norte-americana é grande no mercado. Na véspera, a Moody´s informou que, se houver progresso nas tentativas de elevar o limite da dívida pública norte-americana nas próximas semanas, poderá colocar o rating dos Estados Unidos em revisão para possível corte.

Outros focos de preocupação
Além da pesquisa norte-americana, outro foco dos investidores deve estar com a Grécia, que de acordo com o noticiário internacional, deve participar de conversas nesta sexta com o FMI (Fundo Monetário Internacional) a respeito de sua dívida fiscal. Na véspera, Atenas sinalizou um corte de € 6,4 bilhões para o deficit orçamentário, concordando com uma austeridade fiscal mais forte.

No Brasil, os investidores terão nesta sexta os resultados do PIB referentes ao primeiro trimestre de 2011. A LCA estima que ele tenha avançado 1,1% sobre o quarto trimestre do ano passado, na série dessazonalizada. Confirmada essa estimativa, o nível de atividade doméstica terá tido aceleração, depois de crescer 0,4% no terceiro trimestre e 0,7% no último trimestre do ano passado.

“Boa parte dessa aceleração do PIB deve ter partido da FBCF [formação bruta de capital fixo]. Por outro lado, o Consumo do Governo e o Consumo das Famílias devem ter mostrado forte desaceleração na margem, refletindo tanto as medidas restritivas de crédito como a contenção de gastos públicos”, diz a LCA.

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