Com empresas de Eike e Petro na ponta positiva, Ibovespa segue em alta

Ações da OGX, MMX e LLX registram fortes altas na sessão; contudo, semana deve fechar novamente no negativo

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SÃO PAULO – O Ibovespa segue no campo positivo, acompanhando o movimento observado na abertura e seguindo boa parte dos mercados mundiais. Caminhando para as últimas horas do pregão, o benchmark brasileiro registra valorização de 1,01%, a 53.704 pontos na cotação das 15h54 (horário de Brasília).

Dentre as maiores altas, destaque para as ações da MMX Mineração (MMXM3), que registram fortes ganhos de 7,61%, a R$ 1,98, seguidos pelos papéis de petrolíferas: a OGX Petróleo (OGXP3, R$ 1,32, +6,35%) e os ativos da Petrobras (PETR3, R$ 16,67, +3,60%; PETR4, R$ 18,36, 3,03%). Também do grupo EBX, as ações da LLX Logística (LLXL3) sobem 3,21%, a R$ 1,93. 

No caso da OGX, do Grupo EBX, o desempenho reflete a notícia de que executivos da Petronas, uma das maiores petroleiras da Ásia, consultaram autoridades brasileiras sobre o campo de Tubarão Martelo, área da companhia localizada na bacia de Campos, em sinalização de que as duas empresas podem estar negociando o ativo. Já a Petrobras acompanha o relatório do Credit Suisse, que indica 13 motivos para comprar os papéis da companhia. 

Entre as maiores altas, segue ainda os papéis da MRV Engenharia (MRVE3), com ganhos de 6,08%, a R$ 9,07, após a divulgação dos dados prévios do primeiro trimestre. 

Índice deve fechar em queda na semana
A alta no índice, no entanto, não é suficiente para anular as perdas da semana, que encontram-se acima de 2,0%. A semana deverá ser negativa para as bolsas mundiais, tendo em vista as quedas acumuladas nos outros pregões.

Na Europa, os índices apresentam ganhos entre 0,5% e 1,3%, com as ações da mineradora Anglo American subindo quase 3% em Londres após a companhia divulgar forte produção no primeiro trimestre. A exceção fica para o índice DAX, com queda de 0,28%. Já os índices norte-americanos Nasdaq e S&P500 registram alta, enquanto o Dow Jones caminha perto da estabilidade. 

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Resultados nos EUA
Nos EUA, as atenções do mercado se voltam para a temporada de resultados trimestrais. Na última quinta-feira (17), o Google divulgou seu balanço, registrando aumento de 31% em sua receita, para US$ 14 bilhões. O lucro por ação foi de US$ 11,58, ante expectativa de US$ 10,69.

A GE reportou aumento de 16% no lucro trimestral, para US$ 3,53 bilhões, ou US$ 0,34 por ação. A IBM, por outro lado, obteve lucro trimestral abaixo do esperado.

Reuniões
Também chama atenção a reunião dos ministros das Finanças do G20 que ocorre em Washigton e termina nesta sexta-feira, com uma agenda que inclui a luta contra os paraísos fiscais, apesar de a crise na Europa continuar sendo o pano de fundo. Vários países querem avançar na troca automática de informações, que é considerada o único meio de lutar de forma eficaz contra a evasão fiscal.

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Vale ainda lembrar que na Itália o parlamento realiza nova tentativa de eleição nesta sexta-feira, após duas tentativas infrutíferas de eleger um presidente para o país. O mandato do atual representante, Giorgio Napolitano, termina em 15 de maio.

IPCA-15 acelera
No cenário interno, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostrou que o IPCA-15 teve inflação de 0,51% na medição deste mês. Em março, o índice registrou alta de 0,49%. Nos 12 meses, ele alcança 6,51%, ligeiramente acima do teto estabelecido pelo governo, de 6,50%.

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.