Com elevado patamar do petróleo, risco país encerra acima dos 500 pontos base

Petróleo bateu novo recorde em Nova York, antes de leve queda no final do dia, e títulos da dívida foram pressionados

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SÃO PAULO – Mesmo com o petróleo encerrando em queda, perdendo fôlego no final do dia após ter igualado seu patamar histórico mais elevado, os principais títulos da dívida externa brasileira fecharam em queda nesta segunda-feira. Com isso, o risco país volta a operar acima dos 500 pontos base, o que não ocorria desde meados de setembro.

Vale destacar que a elevação da commodity impulsiona a demanda por Treasuries, os títulos do Tesouro norte-americano, já que os investidores estão mais avessos ao risco.

Além disso, foi divulgado pelo Banco Central, nesta manhã, o relatório Focus, que reúne opiniões de aproximadamente 100 instituições financeiras, projetando aceleração na inflação medida pelo IPCA (Índice de Preço ao Consumidor-Amplo), de 7,16% ao ano para 7,18% ao ano.

Petróleo continua em elevado patamar

Apesar do preço do petróleo ter encerrado em queda nesta sessão, em um movimento de realização de lucros, os investidores seguem preocupados com o elevado patamar na cotação da commodity.

Com elevado patamar do petróleo, aumentam as perspectivas de uma desaceleração do ritmo de crescimento global e de novas pressões inflacionárias tanto para os EUA, como para o Brasil, provocando, principalmente um reajuste nos preços dos combustíveis. Esta combinação preocupa o mercado, derrubando o dólar frente às principais moedas internacionais e afetando também os mercado de renda fixa e ações.

Diante deste cenário, o Banco Central dos EUA, o Federal Reserve, a fim de inibir um reajuste nos preços, pode elevar a taxa básica de juro norte-americana, os Fed Funds , fazendo com que os investidores migram de títulos de países com maiores riscos para bônus do Tesouro norte-americano, os Treasuries, já que esses têm riscos bem menores.

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Principais títulos brasileiros em queda

O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em forte baixa de 1,57% na tarde desta segunda-feira, cotado a 109,63 centavos de dólar. Entre outros bônus globais, o destaque ficou com o Global 27, que mostra baixa de 1,72%.

Já dentre os títulos da dívida reestruturada brasileira, o C-Bond apresentou baixa de 0,83%, cotado a 98,06 centavos de dólar e o Par Bond registrou desvalorização, cotado a 89,50 centavos de dólar.

Risco país subiu

Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 507 pontos base, um aumento de 17 pontos base em relação ao último fechamento.

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Vale destacar que o risco-país não ultrapassava o patamar acima dos 500 pontos base desde do dia 13 de setembro de 2004, quando encerrou em 508 pontos base.

Confira abaixo as cotações dos principais ativos da dívida externa brasileira:

Ativo Último Fech. Anterior Var %
C-Bond 98,06 98,88 -0,83
Par Bond 89,50 89,63 -0,15
Discount Bond 87,88 87,75 +0,15
Global 06 108,13 108,13 0,00
Global 07 113,88 114,50 -0,54
Global 08 107,63 108,50 -0,80
Global 09 126,75 127,75 -0,78
Global 20 122,75 124,00 -1,01
Global 27 103,69 105,50 -1,72
Global 40 109,63 111,38 -1,57