Com Eike de saída e recuperando credibilidade, OGX chega a subir quase 10%

A companhia fechou um acordo que prevê duas emissões de debêntures - a primeira no valor de US$ 125 milhões e a segunda série no valor de US$ 90 milhões

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SÃO PAULO – O acordo de US$ 215 milhões – que exclui Eike Batista da companhia – com credores deu à Óleo e Gás Participações (OGXP3), antiga OGX, uma “sobrevida” na bolsa. As ações da empresa tiveram um dia movimentado na Bovespa e fecharam com alta de 3,23%, depois de chegar a bater os R$ 0,34, quando tinha tido ganhos de 9,68%. 

A companhia fechou um acordo que prevê duas emissões de debêntures – a primeira no valor de US$ 125 milhões e a segunda série no valor de US$ 90 milhões. O valor captado será usado para pagar o empréstimo-ponte (US$ 50 milhões) realizado no mês passado e a continuação dos investimentos da empresa. Assim, a nova empresa nasce com dívidas de US$ 215 milhões. 

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Após um longo período fora da cena das corretoras, em meio às incertezas sobre suas operações, a empresa pode começar a retomar o terreno perdido nas instituições – já que o acordo garante credibilidade a companhia. A Planner Corretora, que desde 10 de maio de 2013 encerrou a cobertura das ações da companhia, apontou que estuda retomar a cobertura. 

Segundo o analista Luiz Caetano, os acompanhamentos (com determinação de preço justo, projeções e recomendação) devem ser possíveis depois de finalizada a reestruturação, que não tem prazo ainda definido para a conclusão. Passada essa etapa, ele acredita que já deve-se ver um histórico razoável da produção dos poços de Tubarão Martelo e mais uns dois resultados trimestrais. “Em síntese, estamos de olho, mas ainda não há prazo definido para voltarmos à cobertura efetiva da empresa”, ponderou. 

Por que “abandoram” o papel?
A corretora deixou de cobrir o papel há exatos nove meses, citando como motivo a “absoluta incapacidade de reunir dados confiáveis para realizar projeções”. Um mês depois, a empresa informou que os poços em operação no Campo de Tubarão Azul poderiam cessar sua produção ao longo de 2014. 

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Diante das incertezas sobre a empresa, a Planner deixou de fazer o valuation do papel, sem preço justo ou indicação para OGXP3, julgando ser impossível fazer projeções para a empresa. Outras tantas jogaram o preço-alvo para OGX para os patamares mais baixos possíveis, aos R$ 0,10. 

Agora, no entanto, a situação parece começar a ficar mais clara. Segundo Caetano, se toda a operação envolvida no acordo for concluída, a OGX ficará sem dívidas financeiras e com fornecedores, além de caixa suficiente (aparentemente) para desenvolver o Campo de Tubarão Martelo, “viabilizando sua sobrevivência”. 

O acordo
O acordo marca o fim de uma etapa para a sobrevivência da empresa e retira o atual acionista controlador Eike Batista do comando da companhia. Eike ficará com 9,4% na soma de suas fatias direta e indireta. Ele terá 5% diretamente e mais 4,4% por meio da OSX, que está entre os credores e da qual ainda é o controlador.

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As debêntures que serão emitidas pela empresa será feita em duas etapas, sendo a primeira no valor de US$ 125 milhões e a segunda série no valor de US$ 90 milhões. Os subscritores comprometeram-se a subscrever e integralizar, diretamente ou por meio de um banco intermediário, a totalidade da primeira série de debêntures e qualquer parcela da segunda série de debêntures que não estiver subscrita. 

Ainda de acordo com o comunicado, as debêntures da segunda série estarão disponíveis para subscrição por todos os credores da OGX, de forma proporcional aos respectivos créditos, de acordo com os termos e condições do plano de recuperação judicial. A OGX tem agora até 17 de fevereiro para protocolar o plano na Justiça do Rio de Janeiro sem descumprir prazos.