Com “efeito Hollywood”, PIB dos EUA crescerá 3% na virada do semestre

Bureau of Economic Analysis passará a considerar royalties de filmes nas contas nacionais; diretor do BEA diz que país ''reescrevendo a história econômica''

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SÃO PAULO – A economia norte-americana vai se tornar 3% maior a partir de julho. Esta mudança ocorrerá por meio de uma atualização completa para as contas nacionais, que levará os EUA a considerar royalties de filmes e gastos em pesquisa e desenvolvimento nas suas contas nacionais.

Com isso, bilhões de dólares de ativos intangíveis entrarão no cálculo do PIB (Produto Interno Bruto) do país, em uma revisão que busca captar a natureza mutável da produção dos EUA. Brent Moulton, que administra as contas nacionais no Bureau of Economic Analysis afirmou, em entrevista ao Financial Times, que a atualização será a maior desde o software de computador foi adicionado às contas em 1999.

De acordo com Moulton, com essas mudanças, os EUA está ”reescrevendo a história econômica” do país, uma vez que todas as modificações importantes serão retroativas até 1929.

O que vai mudar?
A grande mudança será a inclusão do dispêndio com pesquisa e desenvolvimento, que será considerado como investimento em capital ao invés de custo de produção de fazer negócios. 

Moulton destaca que a economia mundial está mudando e, com isso, é importante reconhecer que os ativos intangíveis representam um papel semelhante ao capital tangível que ele alcançou no mercado. As mudanças terão efeito cascata, fazendo com que os lucros das empresas pareçam maiores. 

O diretor do BEA, Steve Landefeld, ressalta que esta mudança foi apenas o começo para ajudar a obter uma imagem mais precisa de crescimento. Neste cenário, o PIB de alguns pequenos estados norte-americanos irá crescer, enquanto o de outros irá mudar bem pouco. O do Novo México, por exemplo, deve ser elevado em mais de 10%, enquanto o de Lousiana terá alta de 0,6%. 

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Além de pesquisa e desenvolvimento, espera-se capturar também o valor de capital de produções artísticas, como livros, filmes, música e programas de televisão. O investimento nestas produções devem contabilizar US$ 70 bilhões, que contarão nos dados do PIB. 

Outra mudança se dará com a inclusão na contabilidade os déficits dos planos de pensão de benefícios definidos. Desta forma, serão medidos o que as empresas prometerão pagar e não o dinheiro depositado nos planos. 

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.