Publicidade
SÃO PAULO – Os preços ao consumidor têm sido pressionados pela depreciação do real, resultante da crise financeira internacional. O cenário deve ser mantido até o final do ano, de acordo com a Tendências Consultoria Integrada, principalmente com uma demanda aquecida.
De acordo com os dados, desde agosto, a taxa de câmbio depreciou-se em cerca de 40%, o que faz mais pressão nos preços ao consumidor. “Com isso, cresce novamente a chance de a inflação superar o teto da meta (6,5%) este ano, o que vai depender da taxa de câmbio até o final do ano”, afirmou a consultoria em Alerta Setorial, divulgado nesta segunda-feira (20).
Acontece da seguinte maneira: com o dólar mais caro, os produtos importados ou aqueles que têm componentes importados ficam mais caros. De certa forma, este encarecimento começa a balizar os preços de produtos nacionais, o que gera inflação, agravada por uma demanda interna aquecida.
Futuro incerto
Se este ano o efeito do câmbio sobre os preços já pode ser notado, para 2009, é incerto. De acordo com a Tendências, a maior pressão inflacionária de curto prazo tende a aumentar a inércia para o ano que vem, porém vemos uma desaceleração da demanda. “A maior desaceleração da atividade doméstica, através das restrições de crédito, contribuirá para mitigar as pressões de alta de preços”, afirmou a consultoria.
Para se ter uma idéia, de acordo com a Anefac (Associação de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), por causa da crise financeira mundial, a taxa média de juros cobrada no consumidor, no sétimo mês do ano, registrou avanço de 0,06 ponto percentual frente a agosto, passando de 7,39% ao mês para 7,45% ao mês entre um período e outro.
Na pessoa jurídica a taxa média de juros passou de 4,27% ao mês (65,16% ao ano) em agosto para 4,33% ao mês (66,31% ao ano) em setembro.