Com decepção na Alemanha e no aguardo do Fed, dia é de cautela nas bolsas

Índice ZEW de confiança caiu em julho no país e contribui para pregão negativo na Europa; resultados importantes nos EUA devem agitar as bolsas

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SÃO PAULO – Os mercados mundiais apresentam desempenho moderado nesta terça-feira (16), após fortes altas na véspera. Na Ásia, os principais índices acionários apresentaram leves altas, com destaque para o japonês Nikkei, que subiu 0,64% na volta do feriado local e fechou a14.599 pontos – maior patamar desde maio. Já na Europa e nos EUA, a cautela toma conta com a expectativa do discurso do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, que acontecerá na próxima quarta-feira (17), e com indicador surpreendentemente negativo na Alemanha.

Na Alemanha, o índice ZEW, que mensura a confiança econômica para os próximos seis meses, caiu para 36,3, ante 38,5 registrados em junho – analistas esperavam alta para 39,8 em julho. Com a piora na confiança sobre a maior economia da zona do euro, as bolsas do continente operam no vermelho, mesmo com o ZEW da zona do euro registrando 32,8 no mesmo mês – 1 ponto acima do esperado por analistas.

Destaque para o índice alemão DAX 30, com queda de 0,22%, e para o francês CAC 40, caindo 0,38%. Em Madri, o IBEX 35 mostra a queda mais forte do continente (-0,70%), pressionado ainda pela recusa de renúncia do primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, apesar do escândalo político envolvendo seu governo, com um membro do seu partido sendo acusado de corrupção e fraude.

Fechando as referências econômicas da Europa, ganha espaço na agenda os dados de inflação. Na zona do euro, o CPI (Consumer Price Index) manteve-se em 1,6%, seguindo a expectativa dos analistas. No Reino Unido, o índice de preços ao consumidor apresentou alta de 2,9%, ante projeções de 3,0%.

Cautela nos contratos futuros dos EUA
Nos EUA, os contratos futuros dos três índices acionários – Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq – operam bem próximos da estabilidade, com os investidores permanecendo em modo de “stand by” à espera não apenas do discurso do Bernanke de amanhã como 
da divulgação de importantes indicadores e resultados corporativos no país nesta sessão.

As atenções de hoje ficam com os dados de preços referentes a junho, que serão divulgados às 9h30 (horário de Brasília). Juntamente com os dados de desemprego, a inflação é um dos dois pilares de sustentação do programa de compras de títulos públicos norte-americanos do Fed, o Quantitative Easing 3. Assim, a queda no desemprego e a alta da inflação podem fazer com que as autoridades dos EUA deem início à retirada dos estímulos.

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A pauta econômica norte-americana também terá dados do setor industrial, saindo às 10h15 o resultado da produção industrial e da capacidade instalada. Ainda por lá, teremos às 15h15 o discurso da presidente do Federal Reserve de Kansas, Esther L. George.

Já no plano corporativo, os investidores conhecerão novos resultados do 2º trimestre de importantes companhias do país. É o caso do Goldman Sachs, Johnson & Johnson e Coca-Cola, que soltarão o balanço trimestral antes da abertura do pregão. Após o fechamento das bolsas, será a vez do Yahoo! apresentar seu resultado do trimestre.