Com dados ruins sobre economia dos EUA, dólar comercial abre em alta

Moeda volta a se valorizar, com investidores de olho na agenda diária; BC observa e intervém mais uma vez

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SÃO PAULO – Após registrar expressiva queda na sessão anterior, o dólar comercial opera nesta quarta-feira (15) com expressiva alta, respondendo à piora no humor do mercado financeiro. A agenda diária e as novas intervenções dos bancos centrais no Brasil e na Europa são os destaques.

O clima de tensão ganhou força desde cedo, com dados ruins sobre a economia norte-americana. A atividade industrial do estado de Nova York recuou 24,6 pontos, assustando boa parte dos analistas. As vendas do varejo também caíram mais que o esperado em setembro, com variação negativa de 1,2%.

Limitando um pouco o pessimismo, o BCE (Banco Central Europeu), o BoE (Bank of England) e a autoridade monetária suíça injetaram mais US$ 254 bilhões no sistema financeiro europeu. Nos EUA, destaque para o Fed, que poderá aplicar capital na GE (General Electric) e no Citigroup através do mercado de commercial papers.

BC intervém novamente

De olho na variação do dólar, o Banco Central anunciou que irá realizar nesta quarta-feira mais duas negociações de swap cambial tradicional, com até 44,6 mil contratos transacionados. As movimentações irão ocorrer das 12h45 às 13h00, de forma semelhante às sessões anteriores.

Paralelo a isso, será oferecido um leilão de compra e venda de dólares, através do Depin (Departamento de Operações das Reservas Internacionais), no valor máximo de US$ 1 bilhão. A cotação estipulada na negociação será anunciada às 10h30 e as propostas serão acolhidas das 11h00 às 11h30.

Confira as cotações

O dólar comercial está sendo cotado a R$ 2,1290 na compra e R$ 2,1310
na venda, forte alta de 1,72% em relação ao fechamento anterior.