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SÃO PAULO – Impulsionados por um crescimento econômico melhor do que o antecipado nos Estados Unidos no quarto trimestre de 2010, os principais índices acionários de Wall Street marcaram sua terceira sessão consecutiva de alta nesta sexta-feira (25). Resultados acima do esperado levaram o noticiário corporativo a ofuscar a continuidade de conflitos políticos no Oriente Médio.
O índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, fechou em leve alta de 0,41% a 12.221 pontos, acumulando no ano forte alta de 5,55%. O S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, encerrou o pregão em leve valorização de 0,32% atingindo 1.314 pontos e subindo 4,47% no ano, enquanto o Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, apresentou alta de 0,24% chegando a 2.743 pontos e acumulando no ano forte alta de 3,40%.
| % Var Dia | Pontos | %Var 30D | %Var Ano | |
|---|---|---|---|---|
| Dow Jones | +0,41 |
12.221 | +0,95 |
+5,55 |
| S&P 500 | +0,32 |
1.314 | +0,49 |
+4,47 |
| Nasdaq | +0,24 |
2.743 | +0,74 |
+3,40 |
O PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA apresentou crescimento de 3,1% no último trimestre de 2010, segundo sua terceira e última prévia, superando as projeções do mercado que apontavam para alta de 2,9%, e os 2,8% verificados na segunda prévia. Convém ressaltar que o deflator do índice ficou em linha com o estimado, em 0,4%.
Ainda na agenda, a confiança do consumidor norte-americano medida pela Universidade de Michigan foi menor do que a esperada em março. O medição apontou 67,5 pontos, resultado inferior às expectativas de 68,0 pontos e à medição anterior, de 68,2 pontos.
O número de pedidos de bens duráveis também veio abaixo do esperado. Segundo o Departamento de Comércio, foi registrada uma queda de 0,9% em fevereiro, após a alta de 3,6% em janeiro. Economistas consultados pela Reuters esperavam alta de 1,1%.
Situação externa ainda preocupa
A crise de dívida dos países europeus e as tensões em torno da Líbia não aliviaram os investidores. Na última sessão, após a oposição portuguesa ter vencido o governo no parlamento ao não aprovar um pacote de medidas de austeridade, as agências de classificação de risco Fitch e Standard & Poor’s rebaixaram os ratings do país. Com isso, cresceram as especulações de que um resgate financeiro à Portugal é iminente.
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A crise política no norte da África e Oriente Médio também seguiu em pauta. Os ataques da coalizão internacional contra tropas do governo líbio continuam, e o futuro do país segue nebuloso. Segundo relatos da imprensa internacional, a coalizão estaria mostrando divergências quanto ao objetivo e à estratégia de saída que será usada para a missão.
Techs em foco
Em meio a divulgação de resultados e guidances, as techs foram destaque no dia. A Oracle divulgou um aumento de 78% no lucro líquido do terceiro trimestre, na comparação com o mesmo período do ano passado. O resultado foi impulsionado por vendas fortes de software e hardware e os papéis subiram 1,56%.
Já o Best Buy prolongou as perdas da véspera, quando reportou um lucro abaixo do esperado no quarto trimestre de 2010. O Citi reduziu para “ venda” a sugesão do ativo, descontente com parte das perspectivas da companhia, como não prever um possível aumento dos lucros por ação no primeiro semestre de 2012. Os ativos recuaram 3%.
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As ações da Research in Motion despencaram mais de 11%, em resposta a um guidance abaixo do esperado para o atual trimestre. Seus papéis tiveram a recomendação cortada pelo Bank of America Merrill Lynch, Deutsche Bank, and RW Baird. Por outro lado, as ações da Accenture avançaram 4,5% após elevar sua perspectiva para 2011 acima da espectativa de analistas.
Pacote de flexibilização termina neste semestre
O presidente do Federal Reserve de Dallas, Richard Fisher, reafirmou em um evento em Bruxelas sua posição contrária à uma possível ampliação do QE2 (Quantitative Easing 2), que tem fim previsto para junho, quando o banco central norte-americano já terá despejado cerca de US$ 600 bilhões no mercado através da recompra de títulos públicos.
Fisher, opositor do projeto desde sua aprovação em novembro, lembrou que o rali observado no mercado de ações nos últimos meses já é o terceiro maior da história, para defender sua posição de que não há necessidade de mais medidas de flexibilização monetária. Em 1 de outubro, Fisher perde um aliado na oposição à flexibilização monetária, já que Thomas Hoenig, presidente do Fed de Kansas City, completará 65 anos e será aposentado compulsoriamente em respeito às normas da instituição.